terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Valor de uma Amizade

Havia um homem que era sempre bem disposto a ajudar a todos, por muitas vezes deixava seus afazeres em segundo plano para o bem do próximo. Nunca pediu nada em troca, fazia porque achava que era certo. Seus amigos eram em muitas vezes ajudados por tal homem. Ele não era muito vivido, mas de alguma forma sabia das coisas e os orientava com seus conselhos.
Certa vez esse homem caiu enfermo e naqueles meses que passou nenhum amigo ou pessoa que ele ajudava veio para ampara-lo. Cuidando de si mesmo ele se refez. Voltou a ativa vigorosamente. Ao ver o homem que sempre os ajudou gozando de plena saúde, os amigos e alguns conhecidos se aproximaram dele de novo e com isso voltaram-se os conselhos e as ajudas. O homem já não se sentia muito feliz, o que havia acontecido o havia magoado dolorosamente, mas ele preferiu deixar de lado e se dispôs a acreditar que em uma próxima vez seria diferente.
Aconteceu que não muito tempo depois o homem caiu novamente enfermo e mais uma vez ninguém veio ao menos saber o porque de sua ausência. E como na primeira vez o homem se recuperou, mas desta vez ele não saiu de casa. Ficou uma, duas, três semanas cuidando de seus afazeres sem se dar ao trabalho de ajudar ninguém. Certa vez ele saiu e encontrou alguns antigos amigos que logo o vendo vieram-lhe pedir ajuda e conselhos. O homem apenas balançou a cabeça e se afastou dos "amigos". Naquele momento ele teve a certeza que muitos o chamavam de amigo mas ele mesmo, amigos não tinha.
O homem voltou a sua casa e se dedicou a si. Viveu uma vida feliz, porém não completa, pois foi um dos poucos no mundo que teve o azar de ter ilusões sobre algo que muitos falavam que era para todas as horas e que ele pensava que um dia teve, o valor de uma amizade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Casal

Estávamos debaixo de uma árvore contemplando a paisagem. Eu estava deitado em seu colo enquanto com suas mãos suaves ela mexia em meus cabelos enrolados.
- Te amo.
Era um dia agradável com um vento suave trazendo o cheiro da grama e nos fazendo ficar sonolentos. Ela me encarava com seus olhos castanhos claros, a pele branca e macia reluzindo a luz do dia. Podia sentir o seu perfume misturado ao da grama. Fechei os olhos e inspirei profundamente. Estava em paz, ela me dava essa paz.
- Eu também.
Aos poucos o sol foi se escondendo atrás de uma montanha ao longe, lançando seus raios alaranjados enquanto a primeira estrela brilhou forte em cima de nossas cabeças.
- Faça um desejo.
Silêncio.
- Sua vez.
Silêncio.
- O que você desejou?
- Te ter comigo para todo o sempre.
Suas faces coraram e eu senti o amor em suas palavras.
- E você? O que desejou?
Sentei. Olhei em seus olhos enquanto acariciava seu rosto, com um sorriso timido lhe dei um beijo.
- Que o seu desejo se realizasse.

(...)