Certa vez esse homem caiu enfermo e naqueles meses que passou nenhum amigo ou pessoa que ele ajudava veio para ampara-lo. Cuidando de si mesmo ele se refez. Voltou a ativa vigorosamente. Ao ver o homem que sempre os ajudou gozando de plena saúde, os amigos e alguns conhecidos se aproximaram dele de novo e com isso voltaram-se os conselhos e as ajudas. O homem já não se sentia muito feliz, o que havia acontecido o havia magoado dolorosamente, mas ele preferiu deixar de lado e se dispôs a acreditar que em uma próxima vez seria diferente.
Aconteceu que não muito tempo depois o homem caiu novamente enfermo e mais uma vez ninguém veio ao menos saber o porque de sua ausência. E como na primeira vez o homem se recuperou, mas desta vez ele não saiu de casa. Ficou uma, duas, três semanas cuidando de seus afazeres sem se dar ao trabalho de ajudar ninguém. Certa vez ele saiu e encontrou alguns antigos amigos que logo o vendo vieram-lhe pedir ajuda e conselhos. O homem apenas balançou a cabeça e se afastou dos "amigos". Naquele momento ele teve a certeza que muitos o chamavam de amigo mas ele mesmo, amigos não tinha.
O homem voltou a sua casa e se dedicou a si. Viveu uma vida feliz, porém não completa, pois foi um dos poucos no mundo que teve o azar de ter ilusões sobre algo que muitos falavam que era para todas as horas e que ele pensava que um dia teve, o valor de uma amizade.