terça-feira, 7 de maio de 2013

Término

- Então esse é o nosso fim? - ela me perguntou
- Acho que sim, você quer que seja o nosso fim?
- Já conversamos sobre isso, não tem o porque de continuarmos, ambos sabemos que acabou. - Ela baixou o rosto e suspirou, eu quis abraça-la mas algo me fez ficar ali parado, apenas olhando.
- Sim, o certo é cada um seguir o seu caminho mesmo. Não vamos nem ser amigos né? - Perguntei já sabendo a resposta.
- Não sei, acho que não. Eu não conseguiria, o que você acha?
- Eu também não conseguiria, seria tortura te olhar e não te abraçar ou te beijar.
- Concordo.
- Estranho né? Tudo isso... acho que te ver partir vai ser a pior parte.
- Mas você não precisa me ver partir, pode ir embora se quiser.
- Não, eu prefiro ficar aqui, vou sentar naquele banco e ficar apenas te olhando ir.
- Você não vai me seguir ou ir atrás de mim né?
- Não, vou ficar apenas te olhando.
- Acho que não quero ir.
- Não vá.
- Mas é necessário, já conversamos sobre isso. Melhor terminarmos assim, amigos...
- É, amigos...
- Bom... eu preciso ir se não vou me atrasar. - Ela pegou na minha mão e me olhou nos olhos. - Sentirei saudades...
- Eu já estou sentindo - lhe dei um beijo. Com os os olhos fechados senti as lágrimas dela em meio ao beijo. Nos separamos.
- Então, tchau - disse ela me olhando fixamente como se quisesse memorizar meu rosto.
- Então, tchau - respondi mais para mim do que para ela. - Ela se virou e eu sentei no banco e fiquei ali, vendo-a caminhar, cada passo mais distante de mim, cada passo mais distante da minha vida até que ela desapareceu ao virar em uma rua.

(...)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Caindo...

Fecho os olhos rezando para que seja tudo um sonho, ao abri-los nada muda...
Uma onda de pavor me invade.
Estou caindo sem parar, caindo para algo escuro e desconhecido. Começo a gritar o mais alto que posso e tudo o que consigo ouvir é minha voz ricocheteando pelas paredes formando um eco que se perde acima de mim.
Meu corpo começa a girar em queda livre. Algo dentro de mim diz que o fim deste buraco por onde estou caindo esta acabando e meu coração se acelerada mais ainda. Estou em panico. O medo de morrer me aguça todos os sentidos e em meio a escuridão eu me jogo com todas as forças para a parede na tentativa de me agarrar e diminui a minha velocidade. Sinto uma dor alucinante no meu braço direito causada pela pancada na parede do buraco.
Tento pensar em algum meio para sair desta situação, fecho os olhos novamente. Neste instante sinto me puxado para dentro de algo, não consigo abrir meus olhos para ver o que é.
Silêncio. Já não sinto o ar batendo em meu rosto enquanto caía, apenas a dor que ainda atinge meu braço. Aos poucos vou me acalmando, tento abrir os olhos novamente. Estou deitado em minha cama no meu quarto. Meu braço esta inerte em uma posição totalmente desconfortável ao meu lado, ao pega-lo não o sinto, levo um susto, porém ao coloca-lo na posição normal aos poucos a circulação vai voltando e vou recobrando os movimentos e sensibilidade. Tinha tido um pesadelo.