sexta-feira, 27 de julho de 2018

Diário de um Pai #3 - 1° ULTRASSOM (É UMA MENINA)

Os dias se passaram e o que mais aumentava em nós era o desejo de ver o nosso bebê, como ele(a) estava e se estava tudo ok.
O primeiro Ultrassom foi marcado para o dia 13/11/2017 as 13 horas.
Lembro que trabalhei como uma ansiedade tremenda aquele dia. Jéssica ía de casa direto para o local do exame e eu a encontraria lá, cheguei uns 10 minutos antes da hora e encontrei ela sentada olhando para o celular meio inquieta, acho que estava um pouco nervosa também.
Fui até ela, beijei-a e sentei ao seu lado. Demorou uns 30 minutos até ela ser chamada. Ela tinha que beber água a toda hora (este exame tinha que ser feito com a bexiga cheia) e estava louca de vontade de ir no banheiro.
Lá dentro, na segunda sala de espera, demorou mais uns 20 minutos até que enfim ela foi chamada para a consulta.
Entramos e o médico disse que podia filmar mas sem flash, nisso eu fui ligar a camera e o que acontece? Tava no automático e como a sala é escura o flash ligou.
- Sem flash! - repetiu o médico fechando a cara. Eu resmunguei um pedido de desculpas e desliguei o flash.
Jéssica se deitou numa maca e a enfermeira passou um gel na barriga dela. A essa altura eu já estava tremendo.
Aí o médico começou a deslizar o aparelho na barriga dela e na tv começou a mostrar o nosso bebê.
Filmei toda a ultrassonagrafia.
Enquanto examinava o médico ía ditando dados para uma segunda enfermeira ou assistente que digitava esses dados no computador.
As imagens que se passavam na tv nos mostrava um ser que parecia um "etzinho" com olhos do lado da cara, membros pequenos e tronco grande. Lógico que é totalmente normal como o médico mesmo nos disse, mas foi uma primeira imagem bem curiosa. O que me tranquilizava mesmo era o médico dizendo que estava tudo normal, tudo ok.
Lembro que nosso bebê estava com os olhos abertos e ficava deslizando, ora de frente para nós, ora de costas.
Até que chegou a parte do:
- Vocês querem saber o sexo?
Jéssica olhou para mim e eu para ela e dissemos sim, mais ela falou do que eu, minha voz nem saiu direito.
- Ta vendo essa borboletinha aqui? - eu não tava vendo nenhuma borboletinha mas via um "risquinho" e pela ausência de um formato de "cheetos" kkkk já previ o que seria. - Então...é uma menininha. Olha, da para ver certinho, bumbum, borboletinha. Mas ainda está formando, não posso dar certeza mas é mais para menina do que menino.
Vale ressaltar que antes deste primeiro ultrassom 90% de nossas famílias diziam que seria menina, minha sogra sonhou com isso, nossas avós disseram que era também, minha mãe ficava falando que era menino e depois que era menina kkkk. E para ser sincero, lá no fundo eu também queria uma menina, apesar que seria legal ir pros jogos e levar meu filho pra jogar comigo e etc mas ae eu pensei bem e por que não levar a minha filha?
Depois da revelação da quase certeza do sexo veio a parte mais emocionante do ultrassom, ouvir pela primeira vez os batimentos cardíacos e Minha Nossa Senhora, como batia rápido (tum tum tum tum). Eu quase chorei ao ouvir.
Depois disso o exame acabou com o médico entregando os dados da ultrasonografia.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Diário de um Pai #2 - CONTANDO A NOVIDADE

Depois da descoberta da gravidez da Jéssica, ficamos um mês e meio mais ou menos sem contar a novidade para nossos pais e amigos.
Era algo tão mágico que tínhamos até um certo receio, afinal em mães de primeira viagem, o aborto espontâneo na primeira gestação é muito alto.
Mas como não aguentávamos mais esperar, mais eu do que ela kkkk, resolvemos contar no dia da festa do meu aniversário. Era a data perfeita, pois iríamos ter reunidos todos os amigos e parentes, aí já contaríamos pra todos de um vez.
Porém um dia antes lembro que fomos no rodeio de Jaguariuna, é filha, você mal tinha sido gerada e passou a noite toda até o nascer do sol dançando com a mamãe e o papai ao som de Henrique e Juliano e Zé Neto e Cristiano.
Confesso que fiquei preocupado e toda hora perguntava se tava tudo ok com a Jéssica, ela passou a noite toda de pé e só com água. Eu ainda bebi umas cervejas e etc e deu pra driblar o cansaço mas para ela acho que foi mais cansativo.
Chegamos em casa por volta das 6:30 da manhã e caímos na cama. Acordei pouco tempo depois para cuidar dos preparativos da festa e assim o dia passou naquela ansiedade de ver a reação de nossos pais com a notícia.
Mais a noite, quando nossos pais estavam reunidos a espera dos outros convidados, vimos ali o momento exato para contar.
Lembro que chamei todos na mesa grande que temos perto da churrasqueira e contamos: "Vocês vão ser avós"
Todos abriram um sorriso radiante, as avós choraram, meu sogro pulou na piscina e meu pai ficou sorrindo a toa.
Foi um momento de grande emoção.
Logo depois quando minha irmã Juliane chegou, chamamos ela e o Diego para contar lá dentro de casa pois já haviam alguns convidados na festa. Ju chorou e nos abraçou, Diego nos apertou a mão e nos abraçou também.
Pronto. As pessoas com prioridade em saber primeiro já estavam sabendo. Ao final da festa depois do tradicional canto de Parabéns eu chamei todos em nossa volta e contamos a novidade para o resto da família e amigos. A alegria foi geral.
Nos sentíamos leves e felizes, parece que um fardo tinha sido tirado de nossas costas ao contar sobre a gravidez.
Abaixo filha, a nossa primeira foto depois de contar a todos sobre você.


terça-feira, 17 de julho de 2018

Diário de um Pai #1 - DIA DO DESCOBRIMENTO

Resolvi escrever essas lembranças e experiências para manter os parentes e amigos mais próximos da Lorena e também para ela, futuramente, ler como tudo começou.

Não me lembro o dia exato mas já era noite quando Jéssica veio até mim com o resultado do teste de gravidez, já era nosso décimo teste ou mais kkkk.
Antes disso, quando resolvemos realmente que queriamos ter um filho(a) tivemos alguns meses de falsos alarmes. A menstruação dela chegou a atrasar quase 2 semanas em uma ocasião.
Aí ela estava lá com aquele sorriso lindo, o teste em mãos e eu olhando abobalhado para ela e para o teste. Um misto de alegria e emoção me preenchia e eu não sabia o que falar ou fazer. Lembro que comecei a rir, aquele riso que se confunde com um choro.
Depois foi uma mistura de reações, eu comecei a lavar a louça, varrer o chão da casa e fazer "n" serviços de casa. Não conseguia fica parado ou quieto e toda hora passava na cozinha e olhava pro teste em cima da mesa.
Era surreal, era mágico. 
Lembro que fomos dormir tarde naquela noite, o teste eu levei para o quarto e ficava olhando para ter certeza que Jéssica estava realmente grávida.
Mas o indicador mostrando 3+ (3 semanas ou mais) me arrancava risos e suspiros. Jéssica disse que fiquei com um sorriso bobo na cara por dias e eu acho que fiquei mesmo, tava felizaço.
Ali no auge dos meus 27 anos, eu seria PAI e não havia algo maior até então...