É engraçado se perder nas memórias de tempos atrás. Uma mistura de emoções me invade e uma saudade enorme surge, fazendo que eu deseje voltar ao tempo, na minha infância.
Há muito o que se contar e aqui só vão algumas partes...
Lembro-me, não riam, que quando eu tinha uns 5, 6 anos, meus pais me compraram duas fantasias, uma de Batman e outra de Superman. Era hilário eu correndo com os cabelos em forma de tigelinha e com um possível dente a menos na parte da frente, não me lembro direito. Na minha imaginação eu salvava vidas, lutava com vários vilões, voava pelo mundo. Tudo isso correndo pelo quintal, subindo em árvores, indo atrás da casa para ter a transformação em um super herói ou indo no meu esconderijo (meu quarto).
Teve uma época que eu e minha irmã vimos um filme ou desenho onde tinha uma casa na árvore. O resto vocês já devem imaginar. Monidos de serrotes e alguns pregos, acabamos com uma mangueira que tinha do lado do velho rancho que hoje não existe mais. Nossos pais ficaram furiosos na época ao verem um monte de galhos no chão e a árvore sem a estrutura do meio, só as laterais sobreviveram. Mesma árvore que minha irmã caiu de costas de um balanço quando a corda arrebentou. Coitada da Jú, ficou sem conseguir falar por uns minutos. Hoje rimos bastante ao lembrar, mas naquele tempo foi bem tenso.
Lembrei de algo bem interessante ao falar do rancho. Tinha um pato lá, que acreditem, era mais velho que eu. Ele deveria ter uns 12 anos, nunca soube que fim o levou, pois todos tinham dó de mata-lo. Tinha virado um animal de estimação. Poxa boa pergunta, vou perguntar a minha mãe que fim levou aquele pato...
Lembro-me também que tínhamos um cachorro chamado Alifê, o acento não existia, mas eu coloquei para vocês pronunciarem certo, não era Álife, era Alifê. Diferente mas bem legal. Pobre coitado, todos tinham medo dele, ele era um bom cão de guarda chácara, mas morria de medo de trovões. Foi assim que morreu, enrolado na própria corrente ao entrar em pânico. Era uma noite de chuva e estávamos na chácara ao lado em um churrasco. No dia seguinte foi muito doloroso e triste, todos nós amávamos ele e enterra-lo foi complicado. Acho que foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Experimentamos desta sensação outras vezes com outros cachorros, mas estas são outras histórias que contarei depois.
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