Por muitas vezes me questionei sobre o que seria a morte
em si. Busquei respostas em pessoas, religiões e até dentro de mim sem nunca
ter algo realmente que me confortasse.
Quando perdi meu amigo, Maylon, todas as minhas perguntas
sobre uma possível vida pós morte vieram em minha mente.
Continuo sem respostas...
Maylon partiu muito cedo, tinha planos...ele queria morar
na Inglaterra, queria casar e ter filhos e tudo o mais que um jovem cheio de
planos e sonhos poderia ter. Mas e agora? Tudo se acabou...
As vezes penso que Deus é injusto...
Maylon sempre lutou pela vida, ele sempre quis viver, por
mais que nossos caminhos já estejam escritos antes mesmo de nascermos eu penso
que Deus nos deu a vida e nos mostrou o caminho. Cabe apenas a nós seguir este
caminho ou não... e o caminho dele definitivamente não era a morte...
A saudade sempre me acompanhará, é um sentimento que
quando chega dificilmente nos deixa. Eu prefiro assim, quero manter viva a imagem
dele até os meus últimos dias...
Quando o visito lá no cemitério eu converso com ele,
conto das novidades e do que eu espero pelos próximos dias. Há algo que me faz
acreditar que ele me ouve, que sorri e chora comigo quando estou neste momento
com ele.
A verdade é que eu nunca vou aceitar isso. Vejo várias
pessoas me confortando e sou muito grato a todas, mas nada vai tirar da minha
mente essa sensação que eu podia ter feito mais, que eu o perdi... Não tem como
aceitar a perca de alguém tão jovem por uma doença FDP.
A morte é traiçoeira sabe, ela vem, leva pessoas que
amamos, nos deixa esse vazio enorme que tanto nos machuca e ainda sorri ao ver
nosso sofrimento...
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