Eu voltei depois de perceber que minha percepção sobre tudo, mudou.
Eu voltei quando percebi que amadureci e que aqueles velhos problemas, hoje já não os tenho mais.
Eu voltei não para refazer minha trajetória, mas sim, faze-la com uma continuidade melhor do que antes.
Eu voltei para matar a saudade, para rever quem eu deixei e relembrar bons momentos.
Eu voltei quando vi que não podia mais caminhar sem você.
Eu voltei para te levar comigo aonde quer que eu vá.
Eu voltei para poder sentir todo aquele amor com uma intensidade maior agora.
Eu voltei para secar suas lágrimas e trazer a alegria que te faltava.
Eu voltei porque você me completa e não há mais motivos para eu partir sem você.
terça-feira, 2 de julho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
O Balanço
Não conseguia dormir, algo me tirava o sono e eu sabia o que era. O rosto dela não saía de meus pensamentos a anos. Levantei-me da cama e fui para o quintal da minha casa. Contemplei a lua e vi o velho balanço de infância, brilhando sob a luz do luar. Estava frio, cruzei meus braços e fui de pés descalços até o balanço. Sentei e como outrora me deixei balançar...me perdi em pensamentos quando fixei meus olhos na lua. Tive flashes de meu passado, via duas crianças correndo a minha volta, brincando na grama e sorrindo...o sorriso da felicidade pura e inocente. Entre um riso e outro eu as vi desaparecer e dar lugar a garota de meus pensamentos. Ela vinha caminhando a passos lentos em minha direção, sua pele branca reluzente, os cabelos soltos, os olhos castanhos, a boca macia.. ela chegou bem perto de mim, sentou no meu colo, eu a envolvi, fechei meus olhos e a beijei. Não senti os lábios dela contra os meus, abri meus olhos e lá estava eu, sozinho, balançando em um antigo balanço enferrujado tendo a lua como compania. Me levantei, infeliz e comecei a andar de volta para a casa, antes de entrar dei uma última olhada para o balanço sob o luar. As mesmas lágrimas que caíram de meus olhos, um dia caiu dos dela ao me dizer Adeus..
terça-feira, 11 de junho de 2013
Chuva
Fecho meus olhos. Ouço o vento balançar as árvores ao meu redor e bagunçar meu cabelo. Ouço alguns pássaros a cantar ao longe. Abro os olhos. O céu antes cinza, agora em um tom azul escuro, anuncia a chuva que esta por vir. Fico contemplando as árvores, os pássaros, as nuvens, tudo é tão simples e perfeito. A natureza em sua plena forma. Sinto um arrepio de frio, a temperatura cai vagarosamente. Por um breve momento, tudo fica em silêncio e logo após ouço o barulho dos primeiros pingos da chuva se aproximando até chegar em mim. Como uma amiga ela me envolve.
Cada vez mais molhado que fico, mais leve me sinto. Fico ali parado, pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo. Quando me dou conta, vejo que já esta quase anoitecendo, a chuva se tornou apenas uma fina garoa gelada. Os pássaros voltaram a cantar, as árvores parecem agradecer aos céus pela água e eu tomo o caminho de casa, leve e renovado. A noite antes de dormir a ouço voltar, para embalar meus sonhos através da noite.
Cada vez mais molhado que fico, mais leve me sinto. Fico ali parado, pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo. Quando me dou conta, vejo que já esta quase anoitecendo, a chuva se tornou apenas uma fina garoa gelada. Os pássaros voltaram a cantar, as árvores parecem agradecer aos céus pela água e eu tomo o caminho de casa, leve e renovado. A noite antes de dormir a ouço voltar, para embalar meus sonhos através da noite.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Término
- Então esse é o nosso fim? - ela me perguntou
- Acho que sim, você quer que seja o nosso fim?
- Já conversamos sobre isso, não tem o porque de continuarmos, ambos sabemos que acabou. - Ela baixou o rosto e suspirou, eu quis abraça-la mas algo me fez ficar ali parado, apenas olhando.
- Sim, o certo é cada um seguir o seu caminho mesmo. Não vamos nem ser amigos né? - Perguntei já sabendo a resposta.
- Não sei, acho que não. Eu não conseguiria, o que você acha?
- Eu também não conseguiria, seria tortura te olhar e não te abraçar ou te beijar.
- Concordo.
- Estranho né? Tudo isso... acho que te ver partir vai ser a pior parte.
- Mas você não precisa me ver partir, pode ir embora se quiser.
- Não, eu prefiro ficar aqui, vou sentar naquele banco e ficar apenas te olhando ir.
- Você não vai me seguir ou ir atrás de mim né?
- Não, vou ficar apenas te olhando.
- Acho que não quero ir.
- Não vá.
- Mas é necessário, já conversamos sobre isso. Melhor terminarmos assim, amigos...
- É, amigos...
- Bom... eu preciso ir se não vou me atrasar. - Ela pegou na minha mão e me olhou nos olhos. - Sentirei saudades...
- Eu já estou sentindo - lhe dei um beijo. Com os os olhos fechados senti as lágrimas dela em meio ao beijo. Nos separamos.
- Então, tchau - disse ela me olhando fixamente como se quisesse memorizar meu rosto.
- Então, tchau - respondi mais para mim do que para ela. - Ela se virou e eu sentei no banco e fiquei ali, vendo-a caminhar, cada passo mais distante de mim, cada passo mais distante da minha vida até que ela desapareceu ao virar em uma rua.
(...)
- Acho que sim, você quer que seja o nosso fim?
- Já conversamos sobre isso, não tem o porque de continuarmos, ambos sabemos que acabou. - Ela baixou o rosto e suspirou, eu quis abraça-la mas algo me fez ficar ali parado, apenas olhando.
- Sim, o certo é cada um seguir o seu caminho mesmo. Não vamos nem ser amigos né? - Perguntei já sabendo a resposta.
- Não sei, acho que não. Eu não conseguiria, o que você acha?
- Eu também não conseguiria, seria tortura te olhar e não te abraçar ou te beijar.
- Concordo.
- Estranho né? Tudo isso... acho que te ver partir vai ser a pior parte.
- Mas você não precisa me ver partir, pode ir embora se quiser.
- Não, eu prefiro ficar aqui, vou sentar naquele banco e ficar apenas te olhando ir.
- Você não vai me seguir ou ir atrás de mim né?
- Não, vou ficar apenas te olhando.
- Acho que não quero ir.
- Não vá.
- Mas é necessário, já conversamos sobre isso. Melhor terminarmos assim, amigos...
- É, amigos...
- Bom... eu preciso ir se não vou me atrasar. - Ela pegou na minha mão e me olhou nos olhos. - Sentirei saudades...
- Eu já estou sentindo - lhe dei um beijo. Com os os olhos fechados senti as lágrimas dela em meio ao beijo. Nos separamos.
- Então, tchau - disse ela me olhando fixamente como se quisesse memorizar meu rosto.
- Então, tchau - respondi mais para mim do que para ela. - Ela se virou e eu sentei no banco e fiquei ali, vendo-a caminhar, cada passo mais distante de mim, cada passo mais distante da minha vida até que ela desapareceu ao virar em uma rua.
(...)
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Caindo...
Fecho os olhos rezando para que seja tudo um sonho, ao abri-los nada muda...
Uma onda de pavor me invade.
Estou caindo sem parar, caindo para algo escuro e desconhecido. Começo a gritar o mais alto que posso e tudo o que consigo ouvir é minha voz ricocheteando pelas paredes formando um eco que se perde acima de mim.
Meu corpo começa a girar em queda livre. Algo dentro de mim diz que o fim deste buraco por onde estou caindo esta acabando e meu coração se acelerada mais ainda. Estou em panico. O medo de morrer me aguça todos os sentidos e em meio a escuridão eu me jogo com todas as forças para a parede na tentativa de me agarrar e diminui a minha velocidade. Sinto uma dor alucinante no meu braço direito causada pela pancada na parede do buraco.
Tento pensar em algum meio para sair desta situação, fecho os olhos novamente. Neste instante sinto me puxado para dentro de algo, não consigo abrir meus olhos para ver o que é.
Silêncio. Já não sinto o ar batendo em meu rosto enquanto caía, apenas a dor que ainda atinge meu braço. Aos poucos vou me acalmando, tento abrir os olhos novamente. Estou deitado em minha cama no meu quarto. Meu braço esta inerte em uma posição totalmente desconfortável ao meu lado, ao pega-lo não o sinto, levo um susto, porém ao coloca-lo na posição normal aos poucos a circulação vai voltando e vou recobrando os movimentos e sensibilidade. Tinha tido um pesadelo.
Uma onda de pavor me invade.
Estou caindo sem parar, caindo para algo escuro e desconhecido. Começo a gritar o mais alto que posso e tudo o que consigo ouvir é minha voz ricocheteando pelas paredes formando um eco que se perde acima de mim.
Meu corpo começa a girar em queda livre. Algo dentro de mim diz que o fim deste buraco por onde estou caindo esta acabando e meu coração se acelerada mais ainda. Estou em panico. O medo de morrer me aguça todos os sentidos e em meio a escuridão eu me jogo com todas as forças para a parede na tentativa de me agarrar e diminui a minha velocidade. Sinto uma dor alucinante no meu braço direito causada pela pancada na parede do buraco.
Tento pensar em algum meio para sair desta situação, fecho os olhos novamente. Neste instante sinto me puxado para dentro de algo, não consigo abrir meus olhos para ver o que é.
Silêncio. Já não sinto o ar batendo em meu rosto enquanto caía, apenas a dor que ainda atinge meu braço. Aos poucos vou me acalmando, tento abrir os olhos novamente. Estou deitado em minha cama no meu quarto. Meu braço esta inerte em uma posição totalmente desconfortável ao meu lado, ao pega-lo não o sinto, levo um susto, porém ao coloca-lo na posição normal aos poucos a circulação vai voltando e vou recobrando os movimentos e sensibilidade. Tinha tido um pesadelo.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Máquina do Tempo
Risos, uma voz familiar e feminina ao fundo falando. Era doce e lhe enchia de paz, era como se só o simples fato de ouvi-la já bastasse para se sentir completo.
Silêncio... ele tentou buscar em suas memórias o riso e a voz dela, mas ambos tinham sumido.
Abriu os olhos. Estava deitado em seu quarto, o dia ainda não amanhecerá e em meio a escuridão ele viu seu rosto com um leve sorriso nos labios sumindo aos poucos. Virou para o lado e pegou seu celular no criado mudo ao lado da cama, eram 04:23. Tinha sonhado, de novo, com ela.
Uma angustia sem tamanho preencheu seu peito, queria voltar para aquele primeiro dia em que a viu e fazer uma história totalmente diferente depois. O tempo, a distancia, eram eles os culpados? Tentou colocar a culpa neles mas se sentiu mal, sabia que o único culpado era si mesmo.
Ele só queria uma máquina do tempo para poder fazer tudo de uma maneira que não existisse fim e sempre começo e mais começo de uma história de amor. Quando houvesse brigas, ele pausaria a máquina e refletiria sobre o que aconteceu e não tomaria nenhuma decisão precipitada. E faria momentos de felicidades durarem para sempre.
Olhou as horas no celular de novo, 05:02. O sono começava a invadi-lo e ao fechar os olhos ele a viu. Teve certeza que sonharia que estaria com ela de novo. Em sonho, se sentiu completo.
Silêncio... ele tentou buscar em suas memórias o riso e a voz dela, mas ambos tinham sumido.
Abriu os olhos. Estava deitado em seu quarto, o dia ainda não amanhecerá e em meio a escuridão ele viu seu rosto com um leve sorriso nos labios sumindo aos poucos. Virou para o lado e pegou seu celular no criado mudo ao lado da cama, eram 04:23. Tinha sonhado, de novo, com ela.
Uma angustia sem tamanho preencheu seu peito, queria voltar para aquele primeiro dia em que a viu e fazer uma história totalmente diferente depois. O tempo, a distancia, eram eles os culpados? Tentou colocar a culpa neles mas se sentiu mal, sabia que o único culpado era si mesmo.
Ele só queria uma máquina do tempo para poder fazer tudo de uma maneira que não existisse fim e sempre começo e mais começo de uma história de amor. Quando houvesse brigas, ele pausaria a máquina e refletiria sobre o que aconteceu e não tomaria nenhuma decisão precipitada. E faria momentos de felicidades durarem para sempre.
Olhou as horas no celular de novo, 05:02. O sono começava a invadi-lo e ao fechar os olhos ele a viu. Teve certeza que sonharia que estaria com ela de novo. Em sonho, se sentiu completo.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Quem foi? Até onde iremos aturar isso?
Esta é uma história real que eu vi no noticiário a muito tempo atrás e hoje pensei nela, estou postando para vocês mais ou menos como tudo ocorreu. Vou contar a minha versão que pode ser um pouco alterada, mas a essência é a mesma.
Ele (não me lembro o nome) era um cara de muitos amigos, um rapaz realmente sociável, todos gostavam dele. Um dia o convidaram a ir numa balada e lá ele a viu. Loira, de olhos verdes, linda por natureza. Se aproximou dela e começaram a conversar. Assim como ela, ele sentiu que de alguma forma aquele momento não seria único, haveria muitos outros, ele estava apaixonado.
No dia seguinte ele contou aos amigos que logo o alertaram que a tal garota já foi namorada de um traficantezinho da região. Porém o namoro já havia terminado a 2 meses e meio, ele mesmo se certificou disso com a garota.
Desimpedidos eles deram uma chance ao amor. Se amaram muito, pareciam aqueles filmes onde o bom rapaz encontra a sua cara metade e vice versa.
O tempo passou e a união do casal se fortaleceu.
O traficante sabendo que sua ex estava feliz e com um "playboy", então ele resolveu ir até a casa dela tirar alguma satisfação. Os dois discutiram e ela disse que sentia apenas nojo por ele e nada mais. O traficante saiu revoltado jurando vingança, no fundo apesar de seus erros, o rapaz a amava também. Não tinha estudo e as drogas lhe deram mais dinheiro que um engenheiro formado.
Certo dia o traficante resolveu tirar o seu dia de folga. Dentro de seu carro ele ficou vigiando a casa de sua ex, consigo um envelope com cocaína, a ansiedade tomou conta e ele cheirou todo o envelope. Em poucos minutos ele começou a entrar em um outro estado, quase de alucinação.
Já era madrugada e o traficante ainda estava dentro do carro em frente a casa de sua amada quando ele ouviu um barulho. Levantou o semblante drogado e viu "sua garota" sair com o filho da puta do playboy. Sem pensar duas vezes ele abriu o porta luvas e tirou um revolver que sempre guardou para o caso de algum viciado der alguma resistência quando ele for fazer alguma cobrança.
Saindo do carro com a arma em punho ele se aproximou do casal e sem dizer palavra alguma disparou 4 tiros no rapaz que nem teve tempo de reagir, morreu antes mesmo de cair ao chão. Sua ex gritava freneticamente. Ele a olhou e sussurrou: "Você é minha". Deu meia volta e voltou ao seu carro. Saiu cantando pneus e partiu em disparada deixando-a em estado de choque com o sangue nas mãos ao abraçar seu amor morto.
A garota apareceu em todos telejornais antes de receber uma proteção judicial com medo de que o ex voltasse para mata-la. Fotos do traficante se espalharam por todo o país, porém nunca foi encontrado, ele fugiu e sumiu do mapa..
Hoje ela sofre de depressão e não consegue se relacionar com mais ninguém e ele esta escondido no mundo, talvez destruindo outras vidas mais...
Ele (não me lembro o nome) era um cara de muitos amigos, um rapaz realmente sociável, todos gostavam dele. Um dia o convidaram a ir numa balada e lá ele a viu. Loira, de olhos verdes, linda por natureza. Se aproximou dela e começaram a conversar. Assim como ela, ele sentiu que de alguma forma aquele momento não seria único, haveria muitos outros, ele estava apaixonado.
No dia seguinte ele contou aos amigos que logo o alertaram que a tal garota já foi namorada de um traficantezinho da região. Porém o namoro já havia terminado a 2 meses e meio, ele mesmo se certificou disso com a garota.
Desimpedidos eles deram uma chance ao amor. Se amaram muito, pareciam aqueles filmes onde o bom rapaz encontra a sua cara metade e vice versa.
O tempo passou e a união do casal se fortaleceu.
O traficante sabendo que sua ex estava feliz e com um "playboy", então ele resolveu ir até a casa dela tirar alguma satisfação. Os dois discutiram e ela disse que sentia apenas nojo por ele e nada mais. O traficante saiu revoltado jurando vingança, no fundo apesar de seus erros, o rapaz a amava também. Não tinha estudo e as drogas lhe deram mais dinheiro que um engenheiro formado.
Certo dia o traficante resolveu tirar o seu dia de folga. Dentro de seu carro ele ficou vigiando a casa de sua ex, consigo um envelope com cocaína, a ansiedade tomou conta e ele cheirou todo o envelope. Em poucos minutos ele começou a entrar em um outro estado, quase de alucinação.
Já era madrugada e o traficante ainda estava dentro do carro em frente a casa de sua amada quando ele ouviu um barulho. Levantou o semblante drogado e viu "sua garota" sair com o filho da puta do playboy. Sem pensar duas vezes ele abriu o porta luvas e tirou um revolver que sempre guardou para o caso de algum viciado der alguma resistência quando ele for fazer alguma cobrança.
Saindo do carro com a arma em punho ele se aproximou do casal e sem dizer palavra alguma disparou 4 tiros no rapaz que nem teve tempo de reagir, morreu antes mesmo de cair ao chão. Sua ex gritava freneticamente. Ele a olhou e sussurrou: "Você é minha". Deu meia volta e voltou ao seu carro. Saiu cantando pneus e partiu em disparada deixando-a em estado de choque com o sangue nas mãos ao abraçar seu amor morto.
A garota apareceu em todos telejornais antes de receber uma proteção judicial com medo de que o ex voltasse para mata-la. Fotos do traficante se espalharam por todo o país, porém nunca foi encontrado, ele fugiu e sumiu do mapa..
Hoje ela sofre de depressão e não consegue se relacionar com mais ninguém e ele esta escondido no mundo, talvez destruindo outras vidas mais...
quinta-feira, 7 de março de 2013
Pensando
Imagine a vida como uma corrida bem longa, se você olhar muito para trás poderá tropeçar em alguma pedra e cair. Porém se olhar muito ao longe poderá se cansar mais rápido do que imagina, pois como eu disse, é uma corrida bem longa.
Vivemos de momentos cada vez menos duradouros, parece que o tempo esta realmente voando, não como os pássaros numa manhã qualquer onde voam tranquilos e sim como um falcão fazendo um rasante para capturar alguma lebre.
A verdade é que a vida nos consome nos tique e taques de um relógio qualquer. Cada segundo passado é perdido, não iremos encontra-lo mais. Podemos fazer algo para sempre se lembrar desse segundo, mas por vezes não se torna algo vazio? Lembrar de um momento que não irá mais voltar... isso me faz questionar, momentos bons e felizes, não seriam também vazios?
Vivemos de momentos cada vez menos duradouros, parece que o tempo esta realmente voando, não como os pássaros numa manhã qualquer onde voam tranquilos e sim como um falcão fazendo um rasante para capturar alguma lebre.
A verdade é que a vida nos consome nos tique e taques de um relógio qualquer. Cada segundo passado é perdido, não iremos encontra-lo mais. Podemos fazer algo para sempre se lembrar desse segundo, mas por vezes não se torna algo vazio? Lembrar de um momento que não irá mais voltar... isso me faz questionar, momentos bons e felizes, não seriam também vazios?
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
O Valor de uma Amizade
Havia um homem que era sempre bem disposto a ajudar a todos, por muitas vezes deixava seus afazeres em segundo plano para o bem do próximo. Nunca pediu nada em troca, fazia porque achava que era certo. Seus amigos eram em muitas vezes ajudados por tal homem. Ele não era muito vivido, mas de alguma forma sabia das coisas e os orientava com seus conselhos.
Certa vez esse homem caiu enfermo e naqueles meses que passou nenhum amigo ou pessoa que ele ajudava veio para ampara-lo. Cuidando de si mesmo ele se refez. Voltou a ativa vigorosamente. Ao ver o homem que sempre os ajudou gozando de plena saúde, os amigos e alguns conhecidos se aproximaram dele de novo e com isso voltaram-se os conselhos e as ajudas. O homem já não se sentia muito feliz, o que havia acontecido o havia magoado dolorosamente, mas ele preferiu deixar de lado e se dispôs a acreditar que em uma próxima vez seria diferente.
Aconteceu que não muito tempo depois o homem caiu novamente enfermo e mais uma vez ninguém veio ao menos saber o porque de sua ausência. E como na primeira vez o homem se recuperou, mas desta vez ele não saiu de casa. Ficou uma, duas, três semanas cuidando de seus afazeres sem se dar ao trabalho de ajudar ninguém. Certa vez ele saiu e encontrou alguns antigos amigos que logo o vendo vieram-lhe pedir ajuda e conselhos. O homem apenas balançou a cabeça e se afastou dos "amigos". Naquele momento ele teve a certeza que muitos o chamavam de amigo mas ele mesmo, amigos não tinha.
O homem voltou a sua casa e se dedicou a si. Viveu uma vida feliz, porém não completa, pois foi um dos poucos no mundo que teve o azar de ter ilusões sobre algo que muitos falavam que era para todas as horas e que ele pensava que um dia teve, o valor de uma amizade.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O Casal
Estávamos debaixo de uma árvore contemplando a paisagem. Eu estava deitado em seu colo enquanto com suas mãos suaves ela mexia em meus cabelos enrolados.
- Te amo.
Era um dia agradável com um vento suave trazendo o cheiro da grama e nos fazendo ficar sonolentos. Ela me encarava com seus olhos castanhos claros, a pele branca e macia reluzindo a luz do dia. Podia sentir o seu perfume misturado ao da grama. Fechei os olhos e inspirei profundamente. Estava em paz, ela me dava essa paz.
- Eu também.
Aos poucos o sol foi se escondendo atrás de uma montanha ao longe, lançando seus raios alaranjados enquanto a primeira estrela brilhou forte em cima de nossas cabeças.
- Faça um desejo.
Silêncio.
- Sua vez.
Silêncio.
- O que você desejou?
- Te ter comigo para todo o sempre.
Suas faces coraram e eu senti o amor em suas palavras.
- E você? O que desejou?
Sentei. Olhei em seus olhos enquanto acariciava seu rosto, com um sorriso timido lhe dei um beijo.
- Que o seu desejo se realizasse.
(...)
- Te amo.
Era um dia agradável com um vento suave trazendo o cheiro da grama e nos fazendo ficar sonolentos. Ela me encarava com seus olhos castanhos claros, a pele branca e macia reluzindo a luz do dia. Podia sentir o seu perfume misturado ao da grama. Fechei os olhos e inspirei profundamente. Estava em paz, ela me dava essa paz.
- Eu também.
Aos poucos o sol foi se escondendo atrás de uma montanha ao longe, lançando seus raios alaranjados enquanto a primeira estrela brilhou forte em cima de nossas cabeças.
- Faça um desejo.
Silêncio.
- Sua vez.
Silêncio.
- O que você desejou?
- Te ter comigo para todo o sempre.
Suas faces coraram e eu senti o amor em suas palavras.
- E você? O que desejou?
Sentei. Olhei em seus olhos enquanto acariciava seu rosto, com um sorriso timido lhe dei um beijo.
- Que o seu desejo se realizasse.
(...)
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Famíla
Família. Como todos nós sabemos não se escolhe, apenas se tem. E apesar dos pesares eu sou muito grato pela família que tenho.
As vezes fico me perguntando qual é a probabilidade de eu ter uma irmã como a minha? Sou um cara de sorte. Minha irmã é a pessoa da qual eu me espelho em muitas coisas, determinada, decidida, focada, carinhosa...são inúmeros os elogios que eu posso dar a ela. Coisas simples no nosso cotidiano que ela faz sem pedir nada em troca e que me deixa completamente sem reação. Sim, minha irmã é meu ídolo. Lembro de tudo o que ela fez por mim, desde o meu primeiro celular aos panetones, pães de queijo e vinhos que ela sempre compra para mim sem eu nem mesmo pedir. E nesta minha nova fase em que vou entrar ela vai me ajudar também. O triste disso é que eu não tenho como retribuir em quase nada, queria ter condições de dar tudo o de melhor a ela, tudo mesmo. Júh obrigado por ser essa irmã, não poderia existir uma melhor.
As primeiras lembranças que eu tenho do meu pai são de quando eu pulava o muro de casa, com apenas 2, 3 anos, e ia para o mercado do meu vô atrás do meu pai. Lembro de quando mudamos para a chácara e ele me colocava na kombi aos sabados para me levar lá. Meu pai sempre foi um homem fechado, mas ao modo dele muito carinhoso. Tipo de pai que tira o que comer da boca para dar aos filhos, sempre pensando nos filhos. Nos dias de hoje minha satisfação é sentar ao seu lado e beber uma cerveja ouvindo músicas que embalaram a juventude dele. Vê-lo "cantar" as canções em inglês ou até mesmo ele pedir para ficar em silêncio e prestar atenção na letra de uma música sertaneja de raiz.
Minha mãe é a mais preocupada de todas as mães do mundo rs...e também a mais carinhosa. Boa parte da minha formação, do que eu sou, devo a ela. Seus conselhos, suas broncas me fizeram o homem que sou hoje. Sempre prestativa com todos, as vezes ela pode estar indisposta ou até com alguma dor, mas ela vai mesmo assim e ajuda qualquer um. Ela sabe fazer o melhor bolo da fazenda do mundo, sabe quando eu estou triste, quando tenho algum problema e sempre tenta me ajudar, até nas horas em que quero ficar quieto no meu canto ela vem com seu amor me botar pra cima.
Eu disse muito pouco de cada um, queria poder dizer muito mais, mas não caberia aqui e mesmo se coubesse eu não colocaria, pois tem coisas que ficam apenas em casa, são coisas especiais que fortalecem e ampara a família de qualquer problema. Somos unidos, se um de nós cair os outros três estenderam suas mãos para nos levantar.
É a simplicidade da minha família que me faz ama-los cada dia mais e mais e só de imaginar um futuro onde eles podem não existir mais me enche de angústia e medo, mas enquanto estivermos os quatro reunidos, vou desfrutar de todos os momentos como se não existisse o dia seguinte vou ama-los hoje pois amanhã pode ser que eu ame apenas as suas lembranças, lembranças que eu espero nunca ter que amar, não dessa forma...
As vezes fico me perguntando qual é a probabilidade de eu ter uma irmã como a minha? Sou um cara de sorte. Minha irmã é a pessoa da qual eu me espelho em muitas coisas, determinada, decidida, focada, carinhosa...são inúmeros os elogios que eu posso dar a ela. Coisas simples no nosso cotidiano que ela faz sem pedir nada em troca e que me deixa completamente sem reação. Sim, minha irmã é meu ídolo. Lembro de tudo o que ela fez por mim, desde o meu primeiro celular aos panetones, pães de queijo e vinhos que ela sempre compra para mim sem eu nem mesmo pedir. E nesta minha nova fase em que vou entrar ela vai me ajudar também. O triste disso é que eu não tenho como retribuir em quase nada, queria ter condições de dar tudo o de melhor a ela, tudo mesmo. Júh obrigado por ser essa irmã, não poderia existir uma melhor.
As primeiras lembranças que eu tenho do meu pai são de quando eu pulava o muro de casa, com apenas 2, 3 anos, e ia para o mercado do meu vô atrás do meu pai. Lembro de quando mudamos para a chácara e ele me colocava na kombi aos sabados para me levar lá. Meu pai sempre foi um homem fechado, mas ao modo dele muito carinhoso. Tipo de pai que tira o que comer da boca para dar aos filhos, sempre pensando nos filhos. Nos dias de hoje minha satisfação é sentar ao seu lado e beber uma cerveja ouvindo músicas que embalaram a juventude dele. Vê-lo "cantar" as canções em inglês ou até mesmo ele pedir para ficar em silêncio e prestar atenção na letra de uma música sertaneja de raiz.
Minha mãe é a mais preocupada de todas as mães do mundo rs...e também a mais carinhosa. Boa parte da minha formação, do que eu sou, devo a ela. Seus conselhos, suas broncas me fizeram o homem que sou hoje. Sempre prestativa com todos, as vezes ela pode estar indisposta ou até com alguma dor, mas ela vai mesmo assim e ajuda qualquer um. Ela sabe fazer o melhor bolo da fazenda do mundo, sabe quando eu estou triste, quando tenho algum problema e sempre tenta me ajudar, até nas horas em que quero ficar quieto no meu canto ela vem com seu amor me botar pra cima.
Eu disse muito pouco de cada um, queria poder dizer muito mais, mas não caberia aqui e mesmo se coubesse eu não colocaria, pois tem coisas que ficam apenas em casa, são coisas especiais que fortalecem e ampara a família de qualquer problema. Somos unidos, se um de nós cair os outros três estenderam suas mãos para nos levantar.
É a simplicidade da minha família que me faz ama-los cada dia mais e mais e só de imaginar um futuro onde eles podem não existir mais me enche de angústia e medo, mas enquanto estivermos os quatro reunidos, vou desfrutar de todos os momentos como se não existisse o dia seguinte vou ama-los hoje pois amanhã pode ser que eu ame apenas as suas lembranças, lembranças que eu espero nunca ter que amar, não dessa forma...
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