quinta-feira, 14 de março de 2013

Máquina do Tempo

Risos, uma voz familiar e feminina ao fundo falando. Era doce e lhe enchia de paz, era como se só o simples fato de ouvi-la já bastasse para se sentir completo.
Silêncio... ele tentou buscar em suas memórias o riso e a voz dela, mas ambos tinham sumido.
Abriu os olhos. Estava deitado em seu quarto, o dia ainda não amanhecerá e em meio a escuridão ele viu seu rosto com um leve sorriso nos labios sumindo aos poucos. Virou para o lado e pegou seu celular no criado mudo ao lado da cama, eram 04:23. Tinha sonhado, de novo, com ela.
Uma angustia sem tamanho preencheu seu peito, queria voltar para aquele primeiro dia em que a viu e fazer uma história totalmente diferente depois. O tempo, a distancia, eram eles os culpados? Tentou colocar a culpa neles mas se sentiu mal, sabia que o único culpado era si mesmo.
Ele só queria uma máquina do tempo para poder fazer tudo de uma maneira que não existisse fim e sempre começo e mais começo de uma história de amor. Quando houvesse brigas, ele pausaria a máquina e refletiria sobre o que aconteceu e não tomaria nenhuma decisão precipitada. E faria momentos de felicidades durarem para sempre.
Olhou as horas no celular de novo, 05:02. O sono começava a invadi-lo e ao fechar os olhos ele a viu. Teve certeza que sonharia que estaria com ela de novo. Em sonho, se sentiu completo.

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