sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Convivio

Esperamos sempre que as pessoas que passam por nossa vida e da qual tivemos ou ainda temos muita afinidade sejam de certa forma eternas.
Depois de algum tempo fica difícil você se imaginar la na frente sem a companhia e o amor dessas pessoas. Mas aí vem as circunstâncias que por muitas vezes nos faz odiar tudo e todos e essas pessoas apenas nos deixam. Muitas vezes sem por que's, muitas vezes dolorosamente após discussões ou apenas se afastam para nunca mais voltar.
O correto seria desfrutarmos de suas companhias enquanto elas estão aqui, ao nosso lado. E o fazemos, mesmo que inconscientemente. Porém existe a rotina de nossos dia a dia que faz com que tudo passe rápido e que quando chega o dia em que a pessoa realmente não faz parte da sua vida, você cai, sem chão e cheio de dor, ansiando voltar ao passado e fazer tudo da maneira correta.
Quando um amor nos deixa sem uma explicativa concreta e coerente você o odeia, é normal, pois faz te questionar cada minuto ao lado da pessoa e faz com que você procure tudo que poderia ser a razão da pessoa te deixar. Embora você possa nunca achar uma solução, você convive com a insegurança de fazer tudo errado em um novo amor. São marcas que gravam em nosso subconsciente e não nos deixam.
Quando um amigo te deixa, você sente que aquela amizade ora forte ora sentida, parece que nunca acabará.
O estranho em pensar desta forma é que eu perdi meu amigo e as vezes eu penso que nossa amizade, por mais que nunca iremos nos ver, ainda existe. Tenho essa sensação porque ainda não aceitei e nem acreditei realmente que ele tenha partido. A mesma sensação que me faz imagina-lo numa viagem e que logo estaremos compartilhando bons momentos de novo.
E qual é a conclusão disso tudo? É o que todos sabemos: temos que aproveitar as pessoas que nos fazem bem e que estão perto de nós, pois vai chegar o momento que serão apenas lembranças, dolorosas lembranças.

domingo, 18 de novembro de 2012

Morte


Por muitas vezes me questionei sobre o que seria a morte em si. Busquei respostas em pessoas, religiões e até dentro de mim sem nunca ter algo realmente que me confortasse.
Quando perdi meu amigo, Maylon, todas as minhas perguntas sobre uma possível vida pós morte vieram em minha mente.
Continuo sem respostas...
Maylon partiu muito cedo, tinha planos...ele queria morar na Inglaterra, queria casar e ter filhos e tudo o mais que um jovem cheio de planos e sonhos poderia ter. Mas e agora? Tudo se acabou...
As vezes penso que Deus é injusto...
Maylon sempre lutou pela vida, ele sempre quis viver, por mais que nossos caminhos já estejam escritos antes mesmo de nascermos eu penso que Deus nos deu a vida e nos mostrou o caminho. Cabe apenas a nós seguir este caminho ou não... e o caminho dele definitivamente não era a morte...
A saudade sempre me acompanhará, é um sentimento que quando chega dificilmente nos deixa. Eu prefiro assim, quero manter viva a imagem dele até os meus últimos dias...
Quando o visito lá no cemitério eu converso com ele, conto das novidades e do que eu espero pelos próximos dias. Há algo que me faz acreditar que ele me ouve, que sorri e chora comigo quando estou neste momento com ele.
A verdade é que eu nunca vou aceitar isso. Vejo várias pessoas me confortando e sou muito grato a todas, mas nada vai tirar da minha mente essa sensação que eu podia ter feito mais, que eu o perdi... Não tem como aceitar a perca de alguém tão jovem por uma doença FDP.
A morte é traiçoeira sabe, ela vem, leva pessoas que amamos, nos deixa esse vazio enorme que tanto nos machuca e ainda sorri ao ver nosso sofrimento...

sábado, 20 de outubro de 2012

Maylon

As palavras fogem quando tento falar de você neste momento...
Cara, você não sabe o quanto é doloroso saber que não vou poder te ver, te abraçar, rir...
Hoje quando estava a caminho do seu velório eu ouvi aquela música do Avenged Sevenfold que você adorava "A Little Piece of Heaven". Lembrei do seu jeitão cantando ela...e isso, doeu...muito!
Mano, lembra quando eu te ligava e perguntava: Maylon, o que você vai fazer hoje. Você: Nada, por que? Eu: Bora lá na praça beber vinho? Você: Chee, cola aqui e vamo lá. E nós íamos. Comprávamos um litro de vinho para cada um e ficavamos falando das nossas desilusões amorosas, de politica, do mundo, da vida... que saudades cara...
E aquelas nossas partidas de UNO, nossos roles, as "brizas" que falavamos com toda a galera? Era risada na certa...
São tantos momentos, tantas histórias que não cabe nada aqui.
Certa vez eu ouvi uma música de uma banda chamada Catedral e a letra dela era mais ou menos assim:

Tenho certeza que vou te encontrar
Não sei o dia e a hora, mas sei o lugar
Sei que você está bem
Mesmo assim, isso não me impede de chorar


E tudo isso é verdade, ainda vamos nos encontrar...
Tinha tanto para te dizer e agora me vejo aqui pescando palavras para que algo faça sentido neste texto...
Maylon, meu amigo, meu irmão, você é uma pessoa que vou ter orgulho de falar aos meus filhos e não existe esse papo de que você não irá conhece-los, porque vai sim, você será o anjo deles, assim como esta sendo o nosso anjo. Tua memória estará para sempre viva em nossos corações...
Hoje quando te dei um beijo na testa ao me despedir, eu vi o filme de todos nossos "roles" passando em meus olhos e ali cai na real que era a última vez que estava te vendo meu amigo, depois, apenas lembranças...
Você disse para a gente sorrir, pois você estava bem e queria nos ver sorrindo, mas eu não aguentei. Desculpa, mas foi doloroso demais.
Desculpa também por não ter conseguido achar um doador a tempo para você, sei que devia ter me empenhado mais e quando achamos já era tarde demais.
Poxa cara, por que você? Justo você! Tinha toda uma vida pela frente e agora??? É dessas injustiças que não entendemos e várias vezes já conversamos sobre isso, antes mesmo de você ter adquirido a leucemia.
Hoje, sábado. Queria poder pegar meu celular e te ligar perguntando o que fariamos hoje e você me respondendo que ia me ligar para perguntar a mesma coisa...
É foda!
Descanse em paz meu amigo. De onde estiver saiba que eu te amo. Aprendi muito com você, principalmente nesta nossa luta contra a leucemia. Você não tem noção do orgulho que eu sinto de você por ter sido tão forte em todos esses momentos. Você é um exemplo a ser espelhado por muitos e muitos. Durante todo esse trajeto você que nos confortava dizendo que tiraria de letra e tirou cara. Você lutou e fez tua parte, mas essa doença foi mais forte do que podíamos imaginar...
...
Sem mais meu caro...fica com Deus.
Te amo

...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A pessoa certa

Nossa...tempos que não escrevo, tudo esta tão corrido que já nem tenho mais tempo.
Mas vamos lá...

O que é ser a pessoa certa para alguém? É ama-la? Sim. Diverti-la? Sim. Saber quando ela esta triste e anima-la? Sim.
Passamos boa parte da nossa vida procurando alguém que nos complemente.
O que nos angustia é a seguinte pergunta: Quando vamos encontrar essa pessoa?
Todos nós ansiamos em viver amando e compartilhando nossas alegrias e tristezas com alguém que nós ame também, por mais que se negue ou que a pessoa diga que ama a vida de solteiro, ela sabe muito bem que antes de dormir é inevitável não pensar em alguém, alguém que dê razão, sentido, motivo para a sua vida.
É complicado.
Quando vejo um casal de idosos juntos, felizes, com uma família enorme, me imagino se terei a sorte de uma velhice tranquila ao lado de quem amo. Aquele casal teve a sorte, assim como muitos outros.
A nossa única saída é esperar que mais cedo ou mais tarde essa pessoa irá aparecer, mas enquanto isso vamos nos saciando com as ilusões e as paixões momentâneas que a vida nos oferece.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

23

Me sentei a sua frente em outra poltrona que tinha na sala. Ele me encarava, os olhos expressivos e com um "que" de curiosidade. Me ajeitei na poltrona, estava desconfortável.
- Muito bem, comece - disse.
- Por onde exatamente?
- Essa pergunta só você poderá responder, afinal isso tudo é um imaginário onde você quer me falar dos seus 23 anos completados hoje.
- É mesmo. Me confundo até em pensamentos, me desculpe.
- Tudo bem, pois então....comece.
Sim, eu ia começar...
- Hoje pensei que por alguma razão meu dia poderia ser especial. Tive um sonho do qual não vale a pena lhe contar, logo após vi as horas se arrastarem tediosamente. Já que o dia exato não estava lá grande coisa. Voltei ao meu passado. Recordei de vários momentos, amizades, pessoas, lugares e objetos. Senti um aperto no coração ao saber que aqueles dias incríveis eram apenas lembranças agora. Passou rápido, muito rápido. Essa rapidez me assusta quase o tempo todo, tenho medo de não conseguir realizar os projetos dos quais eu sonho ou que de alguma forma eu não aproveite como deveria.
- Não deveria pensar mais no hoje do que chorar pelo passado e ficar assustado com o futuro?
Se não fosse uma realidade criada em meus pensamentos provavelmente tinha me retirado da sala neste momento.
- Não, pois faz parte do que eu sou, acredito que isto esta na minha personalidade.
- Então por que reclama tanto?
- Porque você não me deixa viver em paz.
- Então a culpa é minha de te dar esses pensamentos dos quais você tanto cria durante o dia? Acredite, você esta se passando por louco neste exato momento.
E quem não é?
- A culpa é toda minha, apenas me escute ok?
- Se eu disser que não mudaria algo?
- Não! Vamos voltar ao que interessa? Pois bem. Esses meus medos do futuro são realmente horríveis, gostaria de não tê-los, pelo menos não nessa intensidade...
- Interrompendo um pouco, acho que ninguém entendera este post no seu blog.
- Não acho isso, muitos entenderam e poucos lerão apenas por ler. Mas o que vale é a maioria nesses casos certo?
- Se você esta dizendo...
Agora percebo o quão chato consigo ser dentro de meus pensamentos...
- Continue falando sobre seus 23 anos que completa hoje.
- Sim, 23 anos de história, muita história e sabe de uma coisa? Me orgulho de muita coisa, apesar de ter vários arrependimentos também. Me orgulho da educação que tive, da família e amigos que tenho. Me arrependo de não ter me dedicado mais em algumas coisas e algo mais que não vale a pena colocar aqui...
- Aquele seu velho problema.
- Não vamos falar dele, não hoje.
- Como se você não tivesse pensado o dia todo.
- E tem como não pensar???
- Melhor encerrar por aqui antes que fique um texto cansativo e pessoal demais.
- Concordo, obrigado.
Me levantei da poltrona enquanto o homem se desfazia em uma nuvem branca. Abri a porta e voltei para a realidade...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Póstumo

Não me lembro de quase nada de como tudo começou.
Estava dirigindo meu carro, era noite, vi um clarão, som de pneus freando e depois tudo escureceu...
Me vi em um lugar paralelo, estava confuso no começo, agora já consigo entender. Eu tinha morrido.
Quando a visão turva começou a espairecer pude ver o meu em carne e osso dentro do carro, estava desacordado em meio as ferragens. Pessoas passavam por mim, me atravessando, eu era um espirito, ou o mais próximo que consegui assimilar.
A sirene de uma ambulância se aproximava rápido. Pessoas abriram caminho e os enfermeiros começaram a tentar me tirar de lá. Olhei para o outro lado e vi um caminhão tombado no meio da rua, o mesmo clarão que tinha visto em vida iluminava toda a cena.
De repente senti que estava sendo puxado para longe de tudo aquilo. Escuridão e logo após uma luz, branca e forte. Gritei. O choque estava passando e eu não conseguia aceitar nada daquilo. Não queria morrer, amava viver, amava tudo na minha vida. Senti uma mão no meu ombro ao cair de joelhos naquele plano branco. Não conseguia ver seu rosto, mas dentro de mim tive certeza que era algo muito acima de qualquer entendimento ou fé. Pedi para voltar, uma segunda chance. A resposta veio em pensamentos, como se fosse por telepatia. Ele me daria a chance de ver tudo o que gostaria de ver no tempo que me fosse necessário. Pois Ele tinha um caminho para mim e eu só poderia percorrer quando entendesse tudo o que tinha me acontecido.
"Feche os olhos", pediu em pensamentos.
Fechei.
Quando abri já era dia, um dia após a minha morte. Estava chovendo. Comecei a percorrer aquelas ruas tão familiares em busca de alguém, qualquer um. Encontrei uma conhecida e comecei a caminhar ao lado dela.
- Hey oi
Nada, ela continuou a caminhar. Passei a mão em frente ao seu rosto, nada. Atravessei a minha mão de lado a lado da sua cabeça. Ela parou, olhou para os lados e continuou o seu trajeto.
Resolvi procurar meus familiares. Precisava encontra-los e dizer que de alguma forma eu estava bem. O velório da cidade não ficava muito longe de onde eu estava, corri para lá. Ao contornar uma rua, parei. Estava lotado de pessoas e carros, reconheci centenas de rostos. Sempre tive uma curiosidade em saber quem iria no meu velório quando eu morresse e agora eu tinha a resposta. Fiquei parado ali contemplando cada um, muitos choravam. Minha conhecida passou por mim e se juntou a um grupo de garotas, suas amigas.



Sem mais.
Este é um trecho não revisado do livro que estou escrevendo, muita coisa pode mudar. Mas acredito que vocês já podem ter uma base de como vai ser...


sábado, 8 de setembro de 2012

Me desculpe...

Me desculpe se tudo o que eu fiz pensando em te agradar não foi o suficiente para você. Tantas e tantas vezes jogamos tudo para o alto e só pensamos na felicidade que radiava dos nossos sorrisos, mas não foi o suficiente...me desculpe por isso.
Me desculpe se de alguma forma os nossos caminhos, antes entrelaçados, hoje tomaram rumos totalmente distintos. Quando lembramos daquela época em que um simples pensamento nos levava um ao outro, tudo parecia no lugar e da nossa maneira, era perfeito.
Me desculpe pelas tantas brigas que tivemos, onde foram colocadas provas de que eramos tão diferentes, mas isso não eram grandes motivos, apesar de machucar, sempre que reconciliávamos parecia que nos amávamos mais e mais.
Me desculpe se um dia, apenas um dia, eu pensei mais em você do que em mim ao te deixar partir e tentar ser feliz em um outro lugar. Significou tanto para mim que ainda hoje recolho os meus pedaços que outrora deixei ir contigo.
Me desculpe se você me amou muito e eu não consegui enxergar, mas saiba que este amor era/é/será sempre recíproco. Ainda me lembro de um simples dia frio onde nos esquentávamos enrolados num cobertor e abraços vendo o por do sol. Nesses momentos simples eu te dei todo o meu amor sem dizer uma única palavra.
Me desculpe se hoje existe apenas lembranças de algo que acreditávamos ser concreto e para sempre. O nosso para sempre acabou e só me resta dizer, me desculpe...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Talvez intuição?

Seus amigos estavam todos reunidos em um dos parques da cidade. Só havia aceitado o convite por causa de uma garota. Sua melhor amiga. Há algum tempo ele sentia que começava a ter sentimentos por ela e cada  vez que a olhava ele suava frio e suas orelhas ardiam. Resolveu se afastar do grupo e começou a contemplar uma árvore de aparência bem antiga. Será que essa árvore já viu vários caras bobos iguais a ele que não consegue falar com a melhor amiga? Achava que não.
Ela o chamou  de longe. Ele começou a encara-la. Estranho pensou. Ela costumava não sentir tanto a sua falta quando estava com todos reunidos.
Havia algo de diferente ali, algo que não tinha notado antes, talvez ela tivesse cortado o cabelo ou algo do tipo. Sem dar muito importância para isso voltou a passos lentos em direção ao grupo, seu olhar fixamente nela.
- Hey aonde o senhor foi??? - ela perguntou sorrindo.- Precisava falar contigo. - estava com um sorriso diferente, não tinha reparado nisso também?
- Fui ali ver uma árvore.
- Árvore? Que árvore? Me mostra também?
Ela pega em sua mão e vai ao local onde ele estava antes.
- Qual delas você estava olhando?
- Aquela ali, mas porq...
- Tive uma ideia. Vem...
Ela vai até a árvore e se vira para ele.
- Me empresta tua chave?
- Sim, mas por quê? - Nada estava fazendo sentindo...
- Quero gravar nossos nomes nela.
- Você não acha isso romântico demais para dois amigos?
- Sim, por isso queria falar contigo.
Suas mãos suavam.
- Sei que somos amigos a muito tempo, mas há algo entre nós, por favor, diga que não estou sentindo tudo isso sozinha, estou?
Oh Meu Deus!!! Sua mente martelava, era realmente possível isso? Seria perfeito demais. Justo ele?
- Me responda por favor... - ela insistia, era sério.
- Bem eu..eu não sei o que dizer, eu...
Ela se aproximou e o beijou.
Calor, calor que subiu pelo estomago que dava cambalhotas e foi até as pontas de suas orelhas que começaram a arder.
- Eu te amo - ela disse em meio a uma tomada de folego
- Eu também - foi apenas o que conseguiu dizer antes de tudo se dissipar em meio a uma nuvem de lembranças.
Bem la no fundo de sua mente alguém o chamava. Ele olhou para a dona da voz. Pensando nela ele se encaminha a seu encontro.
- Hey aonde o senhor foi??? - ela perguntou sorrindo.- Precisava falar contigo.
De certa forma, ele também tinha algo a dizer para ela... 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O que se passa em minha mente...


Não posso desistir, não posso jogar a toalha e nem fingir que tudo esta bem e que logo vai passar.
É real tudo isso. Este choque de emoções, sentimentos e preocupações que ocupam minha mente o tempo todo. Já não sei mais o que é um dia tranquilo sem preocupação alguma.
Me esforço. O máximo que posso.
Dentro de mim há algo que tem sede, sede de mudanças.
Cansei de injustiças e impunidades.
É difícil ser em bilhões a voz que fala mais alto. A pessoa que mudará tudo. Por mais que algo nobre brote dentro de mim, ela dificilmente terá frutos e não será por culpa minha e sim por culpa da humanidade. Humanidade essa que é consumida pelo próprio ego. Que fecha os olhos quando vê um semelhante sofrendo ou em dificuldade. Que degrada tudo o que vê a troco de dinheiro, dinheiro esse que faz pessoas perderem a razão a tal ponto de matar.
Afinal...estamos condenados.
Não acredito que daqui a alguns anos esse quadro se reverta. As pessoas estão cada vez mais solitárias. Cada vez mais de olho no bem próprio que o bem em geral. Sofrem para ganhar dinheiro, dinheiro esse que os mata. Sim, esse dinheiro pode trazer felicidade, mas é momentânea. Quando todos vão embora e a luz se apaga tudo o que sobra é apenas solidão mergulhada em pensamentos depressivos.
Este blog, esses meus pensamentos, chegam a poucas pessoas e uma ou outra entenderá realmente o que quero dizer. Agora penso eu: Idéias compartilhadas e concordadas em um bem maior podem soar mais alto neste mundo imenso e surdo? Não importa a resposta. Pois continuarei insistindo. Sem parar, até que os dias me consumam e o que sobrará serão apenas memórias em um blog desconhecido.

terça-feira, 31 de julho de 2012

87 anos

Abro os olhos lentamente, a visão turva aos poucos vai clareando. Estou deitado em uma cama alta em um quarto decorado e bonito. Viro a cabeça lentamente e vejo um garoto de olhos castanhos, iguais os meus, me olhando.
- Bisa!! - exclama com um sorriso em seus lábios.
- Hey pequeno, cadê seu avô ou seu pai?
- Estão lá fora conversando com o médico
Ótimo, conversas secretas entre familiares e médicos, um clichê que nunca sai de moda.
- Como o senhor se sente Bisavô?
- Estou melhor agora meu filho. - ele sorri mais ainda, sua semelhança comigo é extraordinária, o mesmo furo no queixo, as sardas em volta do nariz, Deus queira que ele não tenha cravos e espinhas como eu tive, os olhos castanhos e o sorriso torto. Os anos passaram rápido. Mal consigo me lembrar o por quê de eu estar em uma cama de hospital. Ao tentar me ajeitar sinto uma fisgada no quadril e logo tudo vem a tona. Tinha caído no meio da sala de estar do meu neto. Velho fazendo velhice foi o que eu tentei dizer ao ver todos aqueles olhos preocupados enquanto eu tentava esconder a dor de todos. mas isso não era tudo, um vazio me preenchia, me sentia deprimido.
- O senhor vai acabar de escrever aquele livro??
Olhei novamente para meu bisneto, o único apegado a mim, não era só na aparência, mas algo nele, em sua forma de ser, me lembrava um eu de tempos atrás.
- Sim meu filho e adivinha só? Estou quase no fim, logo logo você poderá lê-lo antes de eu mandar para a gráfica. - Meu bisneto desde que aprendeu a ler, sempre leu meus rascunhos antes de manda-los para a impressão.
A porta se abre, meu filho vem andando com meu neto a passos largos, os dois sorriem, mas consigo ver a tristeza em seus olhos. Quando se é velho, muitas coisas ficam mais claras e fáceis de se notar.
- Vô boas novas, o senhor terá alta amanhã. A pancada foi um pouco feia, mas não quebrou nada. Tudo em ordem. Como o senhor se sente?
- Sinto que você esta mentindo para mim. - suas expressões mudaram, meu neto olhou para meu filho e com aceno de cabeça levou meu bisneto com ele para fora do quarto. - Se quer me deixar preocupado, esta conseguindo meu filho. O que há de errado?
- Com o senhor nada pai, é a mãe. Ela teve uma piora. Os médicos disseram que não temos muito tempo.
Só agora havia entendido o meu vazio. Minha mulher, minha companheira, minha amiga, meu amor, de anos e anos estava morrendo...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Perguntas

Até onde chegaremos? Qual o caminho mais certo a se percorrer? Por que tudo esta cada vez mais complicado? Por que as pessoas usam as outras como mercadorias, usando-as e jogando-as fora? Vejo tanta coisa errada, deveria me intrometer mais para o que eu acho certo? Afinal, o que é errado para mim pode ser o certo para outra pessoa, como faze-lo enxergar? Em quem confiar se hoje em dia estamos cada vez mais receosos? As palavras ditas em momentos de descontrole causaram magoas, o que fazer para reverter a situação? Pode uma simples frase dita em um momento errado acabar com toda uma história? Onde está o amor, o verdadeiro, não o das redes sociais ou o que "surge" e se "vai" de um dia para o outro? Até onde vamos ser roubados e ficar quietos? A violência vai aumentar cada vez mais se não fizermos algo, mas isso não seria "trabalho" dos governantes? Por que a população tem que sujar as mãos com isso? É confuso eu pular de assuntos de amor para assuntos políticos? Penso tanto, quantos mais pensam como eu? Será que minha forma de pensar mudará muito quando eu tiver meus 70 anos? Chegarei até lá? Tenho certeza que não postei nem metade das perguntas que me acompanham, postarei o resto? Creio que não, afinal mais perguntas surgem com o passar dos dias, certo?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Lua e Alguém

Com o passar dos anos, se tornar experiente muitas vezes pode servir de nada. Principalmente quando se trata de assuntos do coração. Você jura para si mesmo que não vai cair nas armadilhas do amor, mas é inevitável. Mesmo que você tenha alguma resistência no começo. No fim tudo será igual. As mesmas dores, os mesmos sorrisos, as mesmas alegrias, mesmas lágrimas. E um fim. Se não houver este fim, considere-se uma pessoa de sorte. Mas se você teve um fim, o que menos se deve fazer é baixar a cabeça e deixar que o mundo te engula num mar de depressão. Afinal os dias não deixarão de nascer e as noites continuaram lá, muitas vezes frias e sem luar e em outras mais brilhantes que nunca. Encontrar alguém que te complete é exatamente assim, pode parecer frio e escuro no começo, mas você sabe que vai chegar um dia que tudo será brilhante e lindo. Basta acreditar.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Árvore

Em um desses meus momentos de questionamentos e de reflexão parei para olhar uma árvore em casa. Uma bela mangueira de aproximadamente 15 metros. Reparei em cada detalhe do seu tronco, todas as marcas que pássaros, parasitas e o tempo lhe tinham feito. Reparei em suas folhas que sempre se renovam ano após ano, me lembrei que uma vez ao ano ela sempre dá frutos, como se agradecesse por mais um ano de vida e por fim olhei suas raízes. Tudo estava lá, aquele ser majestoso que vive a mais de 30 anos, continua respirando, cada vez mais firme, cada vez com raízes mais fundas que só fortalecem-na. Percebi o quanto nós seres humanos somos parecidos com esta árvore. Nós também temos marcas profundas, seja ela de alguma desilusão ou de alguma perda, marcas do tempo que formam cicatrizes e nos acompanham pelo resto de nossas vidas. Andamos sempre tentando melhorar, se renovando ano após ano. Temos os nossos frutos que são todas as coisas boas que podemos passar as pessoas. E por fim, como as árvores, nossas raízes continuam a crescer e ficar cada vez mais fortes pois continuamos a nos erguer a cada queda, tornando seres mais sábios e experientes.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sensações


Eu perco o ar, me sinto tonto, embriagado. Tento de todas as maneiras respirar, mas não consigo. Tento me manter calmo, procuro uma maneira de sair disso, o panico começa a me invadir e neste momento eu percebo a razão de tudo. Perdi o ar quando você me olhou, fiquei tonto quando você sorriu para mim, embriaguei em sua voz, quis sair de tudo pois sabia que te amava e quase entrei em panico quando soube que um dia poderia te perder se não cuidasse bem de você.

sábado, 26 de maio de 2012

Declaração


Eu poderia falar todas as linguas do mundo, poderia fazer com que todos me ouvissem e entendessem o que eu aprendi, o que eu vi e o que eu senti e sinto. Mas nada seria suficiente, pois quando algo não cabe em si, te sufoca, te faz querer viver, que te faz buscar a felicidade independentemente do que aconteça. Você abre os olhos e ve que nunca esteve sozinho. Deus apenas esperou o momento certo para te mostrar a pessoa certa. Não fique triste, não fique mal, se tua hora não for agora, se teu amor não chegou, acalme-se, tudo é questão de tempo. O amor existe, mas primeiro temos que busca-lo dentro de nós, para depois Deus nos mostrar em meio a multidão.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Gosto Musical

Gosto musical sempre é um assunto polêmico. Cada um tem o seu. Antes eu tinha muito preconceito com vários generos musicais, mas hoje aprendi a respeitar. Ouço de sertanejo a rock, de rap a forró. Aprendi a apreciar nessas músicas as letras e as melodias que os instrumentos produzem. Mas o rock ainda predomina em meu gosto, adoro este genero e como todos sabem há vários "tipos" de rock, ex: pop, metal, alternativo, hardcore e etc...
Mas o que não aceito são muitas músicas que influenciam as pessoas pro lado "ruim" para não falar outra coisa. Ontem parei um pouco para ouvir funk, o batidão é bem dançante e é um som até muito bom de se ouvir mas quando o cantor abriu a boca só saiu apologias a sexo, drogas e violência. E saber que em muitos lugares crianças de 8, 10 anos escutam essas músicas, pois não são censuradas, é chocante. Vou dar um curto exemplo aqui. Esta é uma música de Mr. Catra

Passa Nela
Essa que eu tô fazendo é uma canção tão linda e bela. Eu escrevi ... escrevi essa canção de uma forma linda e tão singela.
Para as gatinhas muito linda e muito belas pode ser do asfalto, pode ser da favela. Segura então:
Passa nela, passa nela passa o pau na cara dela. (2x)
Soca nele, soca nele joga só na cara dele. (2x)
Passa nela, passa nela passa o pau na cara dela. (2x)
Ui, que delícia! Hahaha ãh
Soca nele, soca nele joga só na cara dele. (2x)
Passa nela, passa nelapassa o pau na cara dela. (2x)
Ai, tá gostosinho.
De levinho pra não arranhar, hein?! (2x)
 
Imagine para quem é pai, seu filho (a) numa festa de aniversário ou em uma dessas festinhas adolescentes ouvindo uma música dessa.
Acreditem esta é uma música até que leve. Ouçam a "Mama" do mesmo Mr. Catra, é cem vezes pior. Sério, onde vamos parar com tudo isso? Depois dizem que o Brasil esta perdido, que os governantes só pensam em nos roubar e etc e taus. Mas como vamos reivindicar algo se o que produzimos como uma possível "cultura" é algo totalmente sujo? Não precisamos de músicas de apologias a sexo para serem famosas. Mas o triste de toda esta história é que o povo gosta, parece que brasileiro "ama" o que é sujo, o que só fala de besteiras. 

Mas como eu disse no começo do post, gosto musical cada um tem o seu. Só acho que poderiam ser bem mais inteligentes em aproveitar esse ritmo "batidão" e serem mais criativos para escrever letras mais sensatas, divertidas ou que produzam um efeito realmente positivo do que continuar nessas letras sujas.
Não é só no funk que existe esse tipo de "problema", apenas mostrei o exemplo do funk pois nele esse problema predomina quase que 100%.
Algumas músicas de rap, pagode, sertanejo, rock, forró, também se encaixam neste post. A impressão que se passa é que a criatividade esta acabando ou que existe tantas letras, tantas musicas que criar algo novo é quase impossível e as pessoas estão apelando para musicas com palavras de baixo calão.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um novo Caminho

Sabe quando tudo, depois de um longo tempo, começa a dar certo? Quando dentro de você não há mais espaço para tristeza, quando qualquer bobagem te faz sorrir e você está de bem consigo mesmo? É de longe a melhor sensação de todas. Estar em paz e feliz.
Nunca estive sozinho em todos esses momentos, tanto os bons quanto os ruins. Minha família sempre esteve comigo, me apoiando e me levantando em todos os momentos difíceis. Por eles dou a minha vida pois sei que fariam o mesmo por mim. É com este apoio que me lanço numa nova jornada. Pode parecer pouco e simples para quem olha de fora, mas para mim é um grande passo.
Foi de um dia difícil e tedioso onde a rotina fazia planos para o resto do meu ano que tudo mudou, uma nova chance de mostrar que sou capaz, uma chance de fazer várias coisas ao mesmo tempo, ser prestativo, responsável e crescer.
Diante do medo e da incerteza que me invadiu em um primeiro momento, hoje existe a confiança e a vontade de aprender e dar o meu melhor cada vez mais. É um desafio adorável. Um novo caminho se mostra a minha frente e a passos largos pretendo percorre-lo. E ainda que exista motivos de tristeza dentro de mim, agora eu os coloco em segundo plano. Pois a felicidade ocupa todos os espaços.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fazer história

As vezes parece inútil tudo o que escrevo aqui. Há quem diga que até se identifica com meus escritos mas como posso saber se é realmente real isso ou apenas falam pois são meus amigos/conhecidos? Sou muito critico comigo mesmo, tem vários posts dos quais não gostei e postei apenas para não deixar de postar nada.
Sim eu tenho o sonho de um dia ser escritor. Na verdade o que mais busco, sem sucesso algum até o presente momento, é fazer história. Um dia quando eu não mais existir eu gostaria de saber, seja lá onde eu estiver, que várias pessoas leem meus escritos e isso passe de geração a geração. O fato de pensar que sou apenas mais um no meio de mais de 6 bilhões de pessoas é decepcionante e frustrante.
Que sentido há se você nasceu, cresceu e não fez nada. Passou uma vida em vão. Claro que isso que estou dizendo é do ponto de vista de fazer realmente algo, deixar algo para que um dia você seja lembrado.
Hoje vejo muitas pessoas se divertindo e as admiro e ao mesmo tempo eu penso o que elas estão fazendo para que sejam lembradas? Nada. Mas elas estão se divertindo, por mais que ninguém lembre-se delas num futuro, essas pessoas aproveitaram e viveram intensamente esse presente. Eu me divirto ao meu modo, mas é o suficiente para aproveitar esta vida? Acho que não, certeza que não. Mas isso faz parte da minha personalidade. Acredito eu, são poucas pessoas que pensam igual a mim, talvez por isso não se questionam tanto e não tem essa "preocupação" da qual eu tenho.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rascunhos

No meu tempo livre ando escrevendo uns rascunhos onde espero que um dia vire um livro. Espero que gostem deste rascunho...

Ele estava sozinho e ofegante, a corrida até ali tinha sido pesada. Havia chovido na noite anterior e o que era chão de terra batida tornou-se em um lamaçal. Olhou no relógio, quase meio dia. Seria impossível alcançarem-no, tinha aberto uma boa distancia. Enquanto recuperava a respiração as imagens iam voltando em sua cabeça.  Tinham matado seus pais e levaram o seu irmão. Sua família estava fugindo deles a meses. Teve que deixar sua namorada e seus amigos em Florianópolis, agora estava ao norte de Mato Grosso, não sabia ao certo que cidade era.
Agachou-se, uma onda de tristeza tomou-lhe. O choro se misturava com os soluços. Quem eram aqueles homens, o que queriam de sua família? Por quê seu pai sempre evitava tocar no assunto quando ele perguntava? Afinal o que queria dizer Estagna. Seria uma palavra chave?
Estava no meio de uma estrada onde parecia não ter fim e não fazia a mínima ideia de onde estaria seu irmão. Com as mãos sujas limpou as lágrimas do rosto, ergueu-se e continuou a sua corrida, sem rumo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Quando eu te vi

Quando eu te vi, algo me dominou, fiquei ali parado e lembranças de momentos que nunca existiram me vieram  em mente, vi todo o nosso futuro e agora estou aqui parado, querendo te falar que...

Estarei contigo nas horas difíceis e também nas horas de tranquilidade. Quando precisar de mim serei o primeiro a lhe estender a mão. Tudo pode parecer fora do lugar mas eu estarei contigo para pôr em ordem. 
Quando você chorar, acredite, eu também chorarei. Quando você sorrir será algo tão contagiante que eu também sorrirei. Você pode estar triste, mas não se preocupe pois estarei do seu lado para te botar pra cima e quando estiver feliz, estarei compartilhando este momento.
Sentaremos na varanda de casa e tomaremos um café da tarde vendo o pôr do sol enquanto conversamos depois de um dia cansativo ou ficaremos em silêncio onde palavras são ditas com um olhar.
Muitas vezes eu estarei apenas te olhando sorrindo e você vai me perguntar o por quê e eu vou sorrir mais ainda e dizer que você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.
Vamos viajar pelo mundo, fazer descobertas, se divertindo, brigando (pois não somos perfeitos e temos nossas diferenças) e o principal, se amando.
Sei que vou gritar e sair pulando quando você me disser que está gravida, não se assuste mas acredite, um filho fruto deste nosso amor é algo que eu mais gostaria.
O tempo irá passar, iremos perceber que em nossos rostos surgiram linhas de expressão, algumas rugas aqui e outras ali. Não vou me importar, pois estarei envelhecendo ao teu lado. 

Você olhou e sorriu para mim, coisa do destino ou não, mas naquele momento senti que nossos caminhos de alguma forma se tornaram um só...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tempo

Parece que foi ontem que eu tinha 12 anos e só pensava em estudar, jogar bola, ler e assistir tv. Hoje já estou com 22 e o tempo parece passar cada vez mais rápido.
Certa vez eu li que a sensação de tempo das crianças é diferente da dos adultos.  Para as crianças o tempo passa devagar pois elas não tem preocupações, algo que lhes ocupe a mente o dia todo e também não tem o dia atarefado. Para os adultos, imersos em trabalho, filhos e problemas de casa o dia se torna curto, pois são tantas coisas a se fazer que 24 horas são poucas. Era mais ou menos assim, não me lembro ao exato.
Apenas sei que com essa correria diária me sinto mais velho a cada dia que se passa, é algo inevitável, algo que não da para se controlar ou se parar. Eu me pego fazendo planos e metas e quando pisco os olhos os mesmos planos e metas fazem parte de um passado que continua a se afastar de mim a passos largos na direção do esquecimento de minha memória.
É claro que eu tento aproveitar ao máximo possível mas os momentos de diversão passam tão rápido que da uma sensação que não me diverti direito. Enquanto faço planos para um fim de semana a semana inteira corre de forma alucinada, são 5 dias que passam voando. Ora já estamos na segunda semana de maio de 2012. Semana que vem já faz um mês que tenho esse blog.
Tem momentos que eu tenho medo, medo de o tempo não ser tempo suficiente para fazer as coisas que quero.
Se eu fosse fazer uma projeção da minha vida para os próximos 10 anos seria mais ou menos assim: eu já estaria casado e com um filho, talvez dois. Teria minha casa, uma nova rotina, talvez um novo emprego, eu poderia até estar morando em outra cidade, quem sabe até em outro país. Tudo isso em apenas 10 anos, para muitas pessoas pode ser muito mas quando eu paro para pensar nisso se torna muito pouco pra mim.
Sendo pessimista ao extremo em 10 anos eu posso estar morto, posso perder muitas pessoas que amo, posso estar falido, sem amigos.
Mas também posso me tornar rico, ver a familia crescer, fazer muitas amizades e ter um bom ciclo social.
Ou posso nem estar pior e nem melhor, apenas lutando diariamente para sustentar a casa. São várias possibilidades. Neste futuro incerto tudo é possível.
Há quem diga que se pensar muito sobre este assunto pode ficar louco. Eu acho que pensar sobre isso nos torna sábios e nos faz questionar: O que queremos de nossas vidas? O que podemos plantar hoje para colher lá na frente? Se questionar faz com que você procure crescer e evoluir.
Afinal o tempo não para e enquanto não me surgem cabelos brancos eu vou lutando contra os minutos para que de alguma forma eu volte a ser aquela criança despreocupada de outrora, onde minhas únicas "preocupações" serão em aproveitar a minha vida de forma tranquila, rindo, ao ver meus netos brincarem no quintal...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um outro lugar

Sabe quando tudo não faz muito sentido, algumas pessoas se tornam enjoativas e você tem vontade de sumir, mudar de cidade, estado ou até mesmo de país? Quando o seu "eu" parece não pertencer mais a este lugar e sim em um outro, que pode ser pior ou melhor, mas não é aqui? E o simples fato de você imaginar uma mudança já te faz feliz? Conhecer gente nova, outros ares, outras rotinas, tudo parece ser realmente bom e satisfatório.
Tudo isso é a infelicidade com a vida que se leva. Você pode ter tudo, mas se não é feliz, tudo o que se tem de nada vale. Claro que mudanças são sempre necessárias e determinantes para o futuro, tanto pessoal como profissional. Mas e quando você se sente deslocado? Nesta hora você tem que dedicar um tempo a si mesmo e se questionar, tentar entender o por quê nada da certo, por quê as coisas estão fora do lugar e se fugir realmente é a solução ou você apenas vai fugir de um problema, sendo assim covarde de enfrentá-lo.
Apesar que há algo que vai em contra a tudo o que eu disse. Às vezes é bom se mudar, bom fugir. Pois isso não te faz menos forte e nem menos fraco e sim te da a oportunidade de um recomeço, só não se pode tornar uma rotina ou uma válvula de escape pois lá na frente você verá que deixou de viver, acreditar e lutar para fugir dos problemas. É confuso o que tento explicar, porque as idéias entram em conflito, mas se você parar e analisar, verá o que quero dizer. Afinal por muitas vezes lemos e entendemos aquilo que nós queremos entender e não o que está realmente em nossa cara e que faz todo sentido.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Infância

É engraçado se perder nas memórias de tempos atrás. Uma mistura de emoções me invade e uma saudade enorme surge, fazendo que eu deseje voltar ao tempo, na minha infância.
Há muito o que se contar e aqui só vão algumas partes...
Lembro-me, não riam, que quando eu tinha uns 5, 6 anos, meus pais me compraram duas fantasias, uma de Batman e outra de Superman. Era hilário eu correndo com os cabelos em forma de tigelinha e com um possível dente a menos na parte da frente, não me lembro direito. Na minha imaginação eu salvava vidas, lutava com vários vilões, voava pelo mundo. Tudo isso correndo pelo quintal, subindo em árvores, indo atrás da casa para ter a transformação em um super herói ou indo no meu esconderijo (meu quarto).
Teve uma época que eu e minha irmã vimos um filme ou desenho onde tinha uma casa na árvore. O resto vocês já devem imaginar. Monidos de serrotes e alguns pregos, acabamos com uma mangueira que tinha do lado do velho rancho que hoje não existe mais. Nossos pais ficaram furiosos na época ao verem um monte de galhos no chão e a árvore sem a estrutura do meio, só as laterais sobreviveram. Mesma árvore que minha irmã caiu de costas de um balanço quando a corda arrebentou. Coitada da Jú, ficou sem conseguir falar por uns minutos. Hoje rimos bastante ao lembrar, mas naquele tempo foi bem tenso.
Lembrei de algo bem interessante ao falar do rancho. Tinha um pato lá, que acreditem, era mais velho que eu. Ele deveria ter uns 12 anos, nunca soube que fim o levou, pois todos tinham dó de mata-lo. Tinha virado um animal de estimação. Poxa boa pergunta, vou perguntar a minha mãe que fim levou aquele pato...
Lembro-me também que tínhamos um cachorro chamado Alifê, o acento não existia, mas eu coloquei para vocês pronunciarem certo, não era Álife, era Alifê. Diferente mas bem legal. Pobre coitado, todos tinham medo dele, ele era um bom cão de guarda chácara, mas morria de medo de trovões. Foi assim que morreu, enrolado na própria corrente ao entrar em pânico. Era uma noite de chuva e estávamos na chácara ao lado em um churrasco. No dia seguinte foi muito doloroso e triste, todos nós amávamos ele e enterra-lo foi complicado. Acho que foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Experimentamos desta sensação outras vezes com outros cachorros, mas estas são outras histórias que contarei depois.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Não se Iluda

Qual a sensação de perder alguém que nunca foi seu? Por que buscamos insistentemente algo em uma pessoa que não tem nada a nos oferecer?
Iludir-se é um fato inevitável, todos nós já nos iludimos. Mas há quem faça por opção.
Viver uma outra vida que por alguma razão vai longe de seus princípios acontece naturalmente sem que se perceba. Mas há quem enxerga tudo mas prefere ficar calado, apenas seguindo o curso, pois lhe faz bem. Pelo menos pensa que sim. Mas será que faz bem mesmo?
A vida é feita de perguntas, a maioria sem respostas convincentes. E com o amor não poderia ser diferente. Não há sentimento mais complexo e simples ao mesmo tempo. Complexo porque não depende só de nós. Simples porque sabemos o que sentimos e como reagir. Mas a simplicidade entra em atrito com a complexidade, pois sabemos o que sentimos e sabemos o que queremos com a outra pessoa, mas deixamos de saber a reagir pois nosso poder de ação fica nulo ao não saber o que a outra pessoa sente. Isso que é difícil de entender, isso que torna amável o fato de se amar.
Mas existem pessoas que parecem que tem gosto de ver a outra sofrer. Ao fingir um amor inexistente, ou apenas ter alguém ao lado para não ficar só. Ou outras coisas mais que não acrescenta em nada colocar aqui.
A pessoa faz tudo isso, mas quem acaba se enganando é ela mesma, pois o que você aprende a enganar uma pessoa? Nada, talvez ser melhor em enganar. Já o que se aprende a pessoa enganada é se levantar e não cair nessas armadilhas da vida, aprender a guardar o amor para alguém que realmente mereça. Como descobrir isso? Com o tempo, os enganadores saem rápido de nossas vidas, por suas atitudes, mentiras e falsidades. Mas quem nos quer realmente, dá um jeito de ficar por perto, nem que seja apenas para ficar em silêncio. Você sentirá a sua presença, pois ela estará lá, do seu lado.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Talvez

Talvez se em algum momento você perceber que ainda sou importante, volte a ficar comigo.
Talvez eu não esteja mais aqui. Esteja em outro lugar, numa nova vida.
Talvez tudo aquilo que me fez te querer cada dia mais, não exista.
Talvez as memórias permaneçam em nossas mentes. E justamente elas, irão nos fazer se distanciar ainda mais.
Talvez você implore ao ver e sentir o que perdeu. E eu estarei olhando, dizendo que já superei tudo isso.
Talvez nossos caminhos se reencontrem lá na frente. Mas se você se afastou uma vez, acredite, será muito complicado confiar mais uma vez.
Talvez não era para ser. Foi apenas aprendizado.
Talvez eu perceba que tudo não passou de uma ilusão.
Talvez ainda seja real e o tempo não esta ajudando a parar o sofrimento.
Talvez podemos deixar tudo para trás e buscar um recomeço.
Talvez eu te espere, talvez eu já esteja com outra garota.
Talvez eu nunca te esqueça e sim você me esqueça.
Talvez hoje eu ainda acredite nesse amor, amanhã não.
Talvez, apenas talvez...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um Conto

Aconteceu há aproximadamente 60 anos atrás...
Zé Caboclo acordou cedo e como de costume o dia ainda não tinha mostrado as caras ainda, em silêncio atravessou o quarto onde dormia com sua mulher e foi para a cozinha preparar café.
Como era quaresma Zé ficou um tempo pensando antes de colocar a água para ferver, tinha prometido que se tivesse uma safra boa na sua pequena produção de café, todas as quaresmas ele não beberia o fruto de seu trabalho. Aquela havia sido uma safra muito boa, mas o vicio do café pulsou mais forte em suas veias. Resmungando uma reza de desculpas Zé virou a imagem de Santo Antonio para a parede para ele não ver o descumprimento da sua tal promessa. 
Fora da casa um relincho ecoou no meio do cafezal, seguido dos latidos frenéticos e interruptos dos três cachorros labradores que seu Zé tinha. Pensando ser o cavalo do vizinho Zé saiu porta afora para ver se conseguia enxergar algo em meio a escuridão. Nada. Os cachorros ao verem seu dono logo o cercaram. Estavam tremendo e soltando ganidos de medo, assustado ao ver os cachorros assim, Zé correu para dentro da casa em busca de seu rifle onde o encontrou no mesmo canto atrás da porta da dispensa. Sua mulher, Maria, veio ao seu encontro assustada com todo aquele barulho.
- Que ta contecendo homi? - perguntou
- Se acalme muié, acho que o cavalo do Chico ta la nu meio dus café assustando us cachorro. Vô la vê e assusta o bixo, fica quieta dentru de casa e fecha a porta quando eu sair
De volta ao quintal Zé percebeu que nenhum dos três cachorros estavam mais lá. O silêncio predominava. Maria o observava da janela da cozinha. Então novamente um relincho forte ecoou a poucos passos de onde Zé Caboclo estava, fazendo-o dar um tiro para o lugar por puro reflexo. Pelo som que se fez, Zé imaginou que acertou o tal cavalo.
Maria viu o marido caminhar para a escuridão depois de lhe fazer um gesto no ar dando a entender que tinha matado o tal cavalo. 
Alguns instantes se passaram e nada de Zé voltar. Maria foi até a cozinha, pegou a sua faca de matar porco e saiu atrás do marido, antes mesmo dela pisar no último degrau que dava pro quintal, um grito alto e rouco lhe chegou aos ouvidos, era o grito do seu Zé. Logo uma chama avermelhada iluminou atrás do terceiro pé de café do cafezal. Maria ficou boquiaberta e pôde até sentir sua alma querer lhe fugir do corpo ao ver tal imagem.
Uma mula negra com cabeça de fogo estava do lado do corpo inerte e desfigurado do marido. A mula se apoiou na patas traseiras empinando-se e saiu em disparada cafezal adentro iluminando tudo com sua cabeça de fogo. 

Maria foi encontrada no dia seguinte por Chico que ouvirá o tiro na noite anterior e tinha ido no vizinho para ver se estava tudo bem. Segundo Chico contou aos moradores, Maria estava deitada com a faca em mãos em cima do corpo morto de Zé Caboclo, ela estava em estado de choque e suas roupas, assim como a faca em suas mãos estavam manchadas com o sangue do marido. Os cachorros foram encontrados num mata burro nas proximidades da casa ganindo e tremendo. 
Deste dia em diante Maria virou Maria Louca a mulher que matou o marido a facadas. Ninguém nunca soube o que realmente aconteceu naquela noite, apesar de Maria Louca contar sempre a mesma história, a de uma mula negra com cabeça de fogo...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Siga em frente

Como ser bom o bastante para alguém, alguém que você ama, se importar contigo? Como pode momentos que você julgava únicos e marcantes se tornarem apenas lembranças no meio de um nada? Será que foi tudo ilusão? Onde foi parar o amor que sentia? São tantas perguntas sem respostas. Você passa uma parte da sua vida sendo tudo para alguém, se dedicando a ela, sendo que você é apenas "mais um" na vida dessa pessoa. Os valores mudaram, hoje só existem curtição, um eu te amo é o mesmo que dizer bom dia. Onde isso vai parar? Não sei, apenas sinto e penso que quando amar alguém nunca terá a certeza se vai ser duradouro ou a pessoa vai amar outro na próxima semana. Aqui eu digo a todos, nunca, mas nunca mesmo, digam que amam alguém se não o sentem do fundo de sua alma. Pois a pessoa pode-se pegar a esse amor de tal forma que ela faz planos, contam os segundos no relógio para te ver, sente tanta saudades que um simples sms não é o bastante que ela acaba ligando e assim estourando a conta do celular sem se preocupar, pois ela falou com a pessoa que ela ama. Os momentos juntos se tornam rápidos demais, um tchau na hora da despedida vira uma sensação de vazio que apenas dois minutos depois que a pessoa se foi você já liga ou manda sms. Valorizem a pessoa do seu lado se você realmente a ama, sem orgulho, sem se importar com classe social ou se a família é contra. Enfrentem tudo e todos, pois lá na frente verão que tudo valeu a pena. Sacrifícios e crises em um relacionamento sempre vão existir e os dois tem que superar isso juntos. Amor, digo amor mesmo, ele nunca se acaba, ele se transforma em uma amizade com muito respeito ou ele se fortalece cada vez mais e mais. Hoje alguém pode ler isso e se perguntar, onde foi que eu errei? Eu fiz tudo o que este texto diz, eu me entreguei de alma e coração e mesmo assim não me deram valor, agora estou aqui sofrendo por alguém que ama outro ou que não me ama e escolheu seguir os sonhos sendo que podia muito bem amar e seguir os sonhos pois também tenho sonhos e mesmo assim não desisti dela. Eu respondo: levante a cabeça, esta pessoa não te merece, é duro, depressivo e muito doloroso, mas um dia isso passa e por experiência própria até hoje espero tudo isso passar e poder seguir em frente, se você ou eu vai conseguir não sabemos, mas temos que de alguma forma tocar a vida para frente e procurar sempre crescer, nunca ficar parado se martirizando por alguém que nem lembra que você existe...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Castelos

Castelos, minha grande paixão. Até hoje só estive dentro de um castelo de verdade, o Castelo de Edinburgh, ou Castelo de Edimburgo, localizado na Escócia. Eu que sou apaixonado por coisas antigas me vi de boca aberta assim que o avião pousou naquele solo. O novo entra em contraste com o velho, mas o velho ainda é muito predominante na cidade de Edimburgo. Assim que passamos pelo portão principal e entramos no castelo em mim a atmosfera mudou, já fiquei em êxtase. Tirava fotos freneticamente e talvez seja por isso que muitas delas saíram de péssima qualidade. 
Saber que a maioria daquelas pedras tinham 500, 600 anos era algo fabuloso, eu toquei o máximo de pedras que consegui, queria tocar em algo que resistiu ao tempo, as guerras e revoluções, pedras essas que protegeram muitas vezes o castelo de ataques, que viram reis e rainhas desfilarem em suas magnitudes. Por mim morava lá tranquilamente. Me senti bem, leve. O ar frio que ameaçava chover a qualquer hora não me desanimou, ao contrário, só alimentou a minha vontade de ter vivido numa era medieval, como eu disse em um post anterior. Assistam "Coração Valente" que vocês entenderam um pouco do que eu senti. Muitas vezes eu olhava para um determinado ponto e tentava enxergar ele a muito tempo atrás, as pessoas que passavam por mim eu as via com trajes medievais. Parecia que eu ia entrar em um estado de alucinação e sonho ao mesmo tempo, mas me mantive forte. Não queria ter que sair dali como louco (kkk). 
Não sei de onde veio este amor por castelos, deve ser dos muitos livros que li na minha adolescência ou eu trouxe isso comigo de outras vidas, realmente não sei explicar. Apenas sei que desta minha viagem, durante um dia, eu realizei meu sonho de jovem. E o melhor é que eu não me decepcionei, aquele castelo é tudo e um pouco mais do que eu imaginava. Dos canhões aos "porões" onde os presos ficavam. Dos quadros de reis, rainhas, duques e duquesas ao salão das armas. Sem falar das lendas, segredos e mistérios que existem por trás daquelas paredes de pedra.Tudo me impressionou. E com os olhos brilhando eu fui embora. Espero um dia voltar lá com mais calma e poder aproveitar ainda mais. Selecionei algumas fotos do castelo para vocês verem. Acho que da para vocês terem uma noção da minha nostalgia medieval.





























quarta-feira, 25 de abril de 2012

Saudades

Saudades e Amor na maioria das vezes andam juntos, mas hoje vou me dedicar mais a saudade, amor falo depois.
Saudades é algo difícil de traduzir em palavras, é por isso que não tem tradução para os outros idiomas penso eu. É algo que dói, machuca, te deixa angustiado, te faz chorar e relembrar sempre quando você sente um cheiro, faz alguma coisa, ouve uma canção, vê alguma foto ou uma determinada pessoa.
Existe saudades de lugares e saudades de pessoas. Apesar que em algumas vezes a saudades de lugares tem pessoas envolvidas. E ao meu ver, saudades de alguém dói milhões de vezes mais do que de lugares. Saber que aquela pessoa não está aqui do seu lado, que você não vai vê-la amanhã ou vai vê-la mas vocês já não tem mais contato, que essa pessoa partiu e você nem teve uma oportunidade de se despedir, dói. E como dói.
Aquele olhar nos olhos, aquele sorriso que te alegrava mesmo quando estava para baixo. Aquela voz, aquele abraço bem apertado...aquele beijo...
As palhaçadas, alegrias, tristezas e medos compartilhados que nunca mais irão voltar, tudo o que você fez, tudo o que você se dedicou, hoje não existe mais e você apenas tem poucas fotos e lembranças de uma vida que parecia mais completa do que é hoje.
Quase sempre você se culpa, se julga ou culpa e julga outras pessoas por ter perdido esse alguém. Quer voltar ao tempo e corrigir tudo ou viver tudo só mais uma vez, uma única vez mais...
Mas sentir saudades, apesar de tudo, tem um lado bom, nela você aprende a valorizar o dia de hoje para não cometer os mesmo erros que um dia cometeu. Saudades é boa quando ela te faz rir em meio as lágrimas e não quando ela te faz derramar mais lágrimas do que criar sorrisos...
Saudades sempre vai existir, você tem que aprender a conviver com ela e as recaídas são totalmente normais, por mais que machuque relembrar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

O que te faz feliz?

O que te faz feliz?
Um sorriso, um abraço, um eu te adoro, um eu te amo? Acordar ao lado de quem se ama, assistir aquele filme que te abre a mente e te faz esquecer dos problemas, brincar como criança quando encontra uma ou até mesmo sem nenhuma criança por perto? Cantar, correr, pedalar, ouvir músicas, praticar algum esporte, tocar algum instrumento? Beijar, tocar, acariciar, ver, sentir, sorrir, chorar? Se doar e ver tudo voltando em dobro ou apenas doar, ver alguém muito querido subir na vida, casar, ter filhos? Viajar, descobrir, cuidar, imaginar, explorar, tornar sonhos em realidade? Sair com os amigos, beber, fumar, comer, conhecer gente nova, aproveitar a noite até que ela se transforme em dia? Não ser apenas mais um e sim alguém reconhecido, participar de algo grande, ser lembrado por gerações e mais gerações?
Afinal... o que te faz feliz?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Loteamentos

Este fim de semana um assunto me veio em mente quando andava pelos bairros da minha cidade e eu fiquei moldando ele de uma maneira menos "polêmica" para colocar aqui: Loteamentos.
Poxa como pode abrir tanto loteamento assim? Minha cidade não tem estrutura para comportar esse possível crescimento populacional.
E isso afeta todos os setores, pensem comigo: irá haver um maior número de pessoas de fora vindo morar aqui, não temos grandes empresas que possam trazer empregos aos moradores aqui residentes (imagina com mais gente chegando), com o crescimento populacional aumenta-se crianças nas escola (que já estão cheias), aumenta o número de atendimento nos postos de saúde (que já é bem precário e esperamos horas e horas na fila, sem falar na falta de médicos, falta de remédios e etc). Se aumenta tudo isso e a cidade não tem estrutura para comportar com certeza vai aumentar o nível de violência e criminalidade (não temos policiais o suficiente nas ruas). Posso estar falando abobrinhas, me corrijam se eu estiver errado, mas por ora este é o meu pensamento. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vidas Passadas

Quase todos os dias me pego pensando em como seria se eu estivesse nascido a muitos anos atras, eu penso em duas etapas distintas, uma seria a 60 ou 70 anos em um brasil onde se predominava as fazendas e onde muitas cidades nem existiam e a outra seria a 300 anos atras numa Europa medieval com seus castelos, reis, rainhas e tudo o mais.
Por mais que eu viva no mundo de hoje, meu ser não pertence a esses dias. Ele ficou lá onde Ray Charles estava começando a estourar nas rádios ou na minha adolescência quando ouvia falar em uns garotos de Liverpool lá na terra da rainha. Sem falar no charmoso Elvis que tentávamos imitar com nossos topetes e que as garotas suspiravam. Tudo isso mais os costumes: andar de terno e gravata, ter muito respeito pelos pais, ir em bailes, cortejar as moças e ter muito medo dos pais delas, andar a cavalo era o meio de transporte, tínhamos que manter o bigode bem aparado e sempre que uma dama passasse cumprimentava ao retirar o chapéu e abaixar a cabeça em um gesto de respeito. Me lembro das festas nas fazendas, principalmente as juninas onde brotavam gente de todos os lugares. Muita fartura, música, risos e alegria até o amanhecer. Que saudades deste tempo...as vezes tenho certeza que vivi naquela época...
Um pouco mais atras, em uma outra vida, me vejo como um camponês trabalhando em minha lavoura num mundo onde não se existia máquinas nem nada, apenas os nossos braços fortes e judiados de tanto tentar tornar fértil uma terra ruim e cheia de pedras. Tinha uma mulher da qual era casado e dois filhos pequenos que adoravam se esconder em cima das árvores quando eu dizia que ia pega-los por fazer travessuras. Parece até que consigo sentir aquele clima frio, mas um frio leve, o inverno já passou e as primeiras flores ameaçavam em sair me dizendo que a primavera seria uma estação adorável como todas as outras. Perdido nestes pensamentos me lembro que a enxada continuava em minha mão e eu estava a admirar o horizonte ainda nublado, mas com mais luz do que os outros dias. Em minhas narinas um cheiro adocicado de chá me lembra que já esta quase na hora do chá da tarde. Com um grito chamo os meninos e caminho para dentro da minha velha casa que outrora pertenceu a meu pai. Me sentia leve e feliz, amava aquele pedaço de chão que meus antepassados haviam ganhado da monarquia britânica.
Escrevo tudo isso com toda a certeza que realmente vivi estes tempos.
Se foi real ou não, não saberei. Mas do fundo do coração espero que tenha sido. Pois eu era muito feliz...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Para pensar...

O que esperamos da vida? Namorar, casar, ter filhos ou curtir ao máximo e pensar que essas etapas são consequências e virão com o tempo?
O que esperamos do amanhã? Fazer tantos planos sem saber se irá realiza-los ou viver um dia de cada vez como se não houvesse o amanhã?
Há pessoas que fazem tantos planos e nunca realizam. Há pessoas que são de momento, do nada lhes surge algo em mente e o fazem.
Até que ponto isso pode ser correto ou incorreto ou não existe nem um e nem o outro? Apenas caminhos que temos que seguir. Caminhos esses que podem já estar trilhados antes mesmo de nascermos.
A pergunta neste caso muda...
O que a vida espera da gente? Pessoas melhores é o que todos pensam e eu concordo. Acredito que com tantas mudanças acontecendo no mundo, mais ruins do que boas, a vida espera que as pessoas sejam melhores e possam sempre melhorar, mas e se isso não acontecer?
Tudo isso são apenas perguntas que nos fazem pensar que não sabemos as respostas (...)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Música

As vezes paro para refletir o efeito que uma música pode me causar. É impossível dizer na maioria das vezes. Em dias como o de hoje, quando eu pedalava pelas ruas da cidade ao som do novo álbum de Paul McCartney senti uma paz enorme dentro de mim, parecia que tudo entrava nos eixos. Combinado ao por do sol, foi um passeio muito bom. Em outras épocas com outras músicas, eu derramei e sequei lágrimas que pensava nunca derramar. Em outras épocas com outras músicas, eu gritava até a garganta doer e o ar me faltar.
Música, nos motiva e nos põe para baixo, independente de qual música seja. O que na verdade muda é o nosso gosto musical.
Música, nos deprime, quando ouvida num momento de dor ou de saudade. Música, nos faz pular, gritar, tocar instrumentos invisíveis, dançar, rir, quando ouvida num momento de alegria.
Música é isso, querendo ou não, seja lá o estilo que for, sempre haverá alguém que estrala os dedos, assovia ou canta baixinho pra si mesmo alguma música enquanto caminha para o trabalho, escola e etc...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor Racional

Ser jovem mas ter essa essência "velha" me faz perceber o quanto o mundo de hoje já não é mais o mesmo e caminhamos a passos largos para uma futura ( talvez não tão futura assim ) extinção. Mas sem apelar para motivos ambientais e políticos, acredito que, o que mais falta nesta nova "era" seja o amor. Amor que nos envolve, nos embriaga e nos faz querer sempre o "bem". Sim digo o bem, pois amor que busca o mal para ter benefício não é amor. É doença. Se existisse mais amor, talvez tudo seria um pouco melhor ou bem melhor dependendo da proporção que isso poderia ocasionar. Mas como nada funciona sozinho nesse mundo, não podemos esquecer da razão, que acompanhada com o amor torna-se uma combinação perfeita. Amor racional, acho que é isso que falta neste mundo.

...

Retorno ao começo

Pois bem, aqui estou, caindo nas graças de um blog. Algo que pensei fazer desde a muito tempo atrás e que por alguma razão não o fiz até o momento.
Leiam, critiquem, digam o que quiser, continuarei a ser o mesmo. Talvez melhor, talvez pior.